terça-feira, janeiro 03, 2006

Vi-me Grega


Esta sou eu, a navegar montada no dorso duma burra (ou talvez dum burro, não sei bem…), enquanto descíamos, (mais ela que eu), as escadas intermináveis da ilha de Santorini.
O senhor que puxa por ela – chamar-se-á por isso burriqueiro, muleteiro?- disse-me que a burra (ou o burro) se chama Marika. Foi a única informação que lhe consegui extorquir, pois vi-me grega para o entender, por duas razões, que passo a citar:

1ª - O senhor (burriqueiro, muleteiro?) é grego.
2ª - Eu não falo grego
3ª - Estávamos na Grécia
4ª - Pelo aspecto e pela atitude (que não se notam de costas) é de supor que este senhor não fale bem nenhuma das línguas do mundo. O que não significa que não tenha caridade.

Antigamente havia, de certeza, uma designação em língua portuguesa para este tipo de trabalho e para a pessoa que o fazia, e ainda há-de existir …

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