sexta-feira, maio 16, 2008

Racismo nos textos oficiais do Ensino Básico

É sabido que Portugal tem poucos dramaturgos e que esses poucos nem são grande coisa... Também é verdade que não tem feito nada para melhorar a situação... esta e outras do género. Vem isto a propósito de que é difícil encontrar peças de teatro portuguesas para cumprir os programas escolares e dar uma por ano. Este é outro problema do qual não se fala, como não se fala de coisa nenhuma, nesta terra.

Parece-me muito grave a seguinte situação: A peça que se dá no oitavo ano é "Falar Verdade a Mentir", de Almeida Garrett, muito pequena e que também não vale grande coisa, ao contrário de outras obras do autor. Na Cena III está escrita esta frase: "Uma senhora brasileira – marquesa, que é o menos que lá há; a marquesa de Paraguaçu. Engenhos de açúcar a moer, trezentos e seis; pretos... entre pretos, mulatos, cabras e cabritos, é uma conta que mete medo; sem falar em cajus, bananas, farinha-de-pau, papagaios e periquitos, que isso anda a rodo pela casa ".
Como é que uma declaração tão racista pode constar do programa oficial do ensino básico, com leitura integral? Estará o Ministério da Educação esquecido de que temos muitas pessoas dos Palops e muitos portugueses negros a tentarem integrar-se? Às vezes com grande dificuldade? Como??????????????

2 comentários:

maria disse...

Depois, exigem que os profs eduquem para os valores, para a cidadania!!

Anónimo disse...

Infelizmente essa ainda é uma realidadee vivida em terras barsileiras. Trazemos essa herança maldita. O racismo é uma mancha, que permanece em todo mundo.
Nós educadores podemos melhorar essa situação, trazendo a luz da consciência e lutando para um mundo mais justo e melhor.

Abraço
Andarilha