domingo, dezembro 27, 2009

O Caminho de Ferro





Nesta pequena localidade do Douro Litoral já referida, houve um dia o grandioso projecto de fazer um caminho de ferro, com comboios que chegassem lá e a ligassem à civilização.
Se observarem bem as fotos verão... não, não pode ser... será?
Por vicissitudes da política, que tão bem conhecemos hoje em dia, o caminho de ferro não se fez e os habitantes locais ficaram a ver navios...
A ver navios não, por duas razões: a primeira é que a terra não fica à beira-mar, a segunda é que o povão foi buscar os carris de ferro que estavam amontoados à espera de melhor sorte e fez com eles...
Ramadas para videiras de uvas para fazer vinho verde tinto. Para além dos postes / esteios de granito, impensáveis hoje em dia, reparem na configuração da secção dos ferros que seguram os arames, que por sua vez seguram as videiras.
Ampliar. Vê-se melhor na terceira fotografia. Chama-se a isto ramada ou latada, conforme a terra.
Também se chama caminho de ferro aéreo. Chão que deu uvas. Esperteza saloia. Aceito outras sugestões.
Agora fala-se do TGV...

4 comentários:

Georgina Mambrino (pseudónimo) disse...

Magníficas fotografias!

Maria Ferreira disse...

O Douro é melhor assim. Também se podem reciclar a partes inutilizadas da linha férrea. Parabéns pela partilha.

Miguel disse...

Olá! Agradeço os elogios ao meu cantinho e retribuos relativamente a estas fotos. Quanto à verbena: A verbena não é a lucia-lima. a verbena é Verbena officinalis, e é uma planta muito diferente da lucia lima (Aloysia Triphylla), também chamada possivelmente de Verbena citriodora, mas não é muito correcto

Nádia Jururu disse...

Miguel:
Vejo que entende de plantas e eu não, mas pedi verbena numa loja de produtos naturais e disseram-me que é o mesmo que lúcia-lima. Como se vê aqui:

http://www.lexico.pt/lucia-lima/

Aqui também diz que a lúcia-lima também se chama bela-luísa, acho graça aos nomes, já agora talvez você os possa explicar no seu blogue.