Todas as terras julgam chamar-se A Terra. Todas as terras são, para quem mora nelas, o Umbigo do Mundo. Sempre que desembarquei em terra, depois de ter navegado pelos mar, senti que a terra era imunda. E enjoei.
Mostrar mensagens com a etiqueta A Beleza do Mundo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A Beleza do Mundo. Mostrar todas as mensagens
domingo, junho 23, 2013
quinta-feira, maio 09, 2013
domingo, janeiro 27, 2013
Livros inspirados nas uvas e no vinho
Acabo de ler Ervamoira, um romance histórico abarcando várias gerações do fabrico do vinho do Porto e descrevendo a própria cidade do Porto em diferentes épocas.
Escrito com espantosa sensibilidade e com um surpreendente conhecimento da história cultural, económica e demográfica da região, aliados a uma inventiva que lhe permite narrar inúmeras estórias interessantes e originais, a obra de Suzanne Chantal consegue também mostrar o essencial da vida e do mundo, como se vistos através uma embriaguês, que apaga os contornos, sem ocultar a beleza do mundo, ignorando a monotonia dos dias e referindo vagamente, embora sem as esquecer, as partes menos belas da natureza humana.
Um outro livro que reli agora, foi O Catalão de Noah Gordon, também romance histórico, cuja ação principal decorre numa região vinícola espanhola, catalã, uma pequena quinta onde se cultiva uma vinha de fraca qualidade, que só serve para fazer vinagre.
O protagonista vai viver para França, por razões políticas e / ou económicas, sem que exista grande diferença entre as duas razões, onde aprende como fazer vinho a sério, regressando à quintinha de vinagre, que já nem lhe pertencia... e mais não conto.
Nas duas obras, e talvez em muitas outras, o vinho serve de inspiração, tanto para a atitude dionisíaca perante a vida, como para o seu oposto, o trabalho duro, o dever...
É a seiva, arrancada à pedra e à terra *, que circula pelos copos e pelos corpos, enchendo-os de prazer, moderado ou excessivo, a seiva pela qual o homem se supera a si mesmo, fazendo algo que a natureza não lhe ofereceu, e talvez mesmo Deus não lhe tenha oferecido.
Algo que se fabrica, de forma alquímica, com sangue, suor e lágrimas e riso e alegria e festa. E morte. E constante recomeço. Que são o resumo mesmo da vida.
* O bom vinho só se dá em terrenos pedregosos e inóspitos. Ver a propósito uma improvável vinha que fotografei nas Canárias, em Lanzarote, em terreno vulcânico e seco. AQUI.
domingo, janeiro 20, 2013
Que ninguém acuse o Terra Imunda de ser pessimista
Que fazer num ano tão chuvosos? Cantar e dançar à chuva, claro.
Singing (and dancing) in the rain.
sexta-feira, outubro 26, 2012
Ana Maria Bobone: Fados de Perdição
(Neste momento não se consegue ver o vídeo, mas vêem-se outros do género clicando em Menu. Amanhã já deve aparecer, por isso não retiro o post. Hoje, dia 27, podemos ver aqui uma conferência sobre as biografias de Camilo)
Para desenjoar de tanto aborrecimento com a política, aqui vai uma coisa linda. E triste... porque a tristeza também pode ser um sentimento belo.
A tristeza pode ser muitos sentimentos, todos belos.
AQUI
Vi em direto com um amigo, eu na minha casa e ele na dele. Foi um momento de grande fruição estética.
Para desenjoar de tanto aborrecimento com a política, aqui vai uma coisa linda. E triste... porque a tristeza também pode ser um sentimento belo.
A tristeza pode ser muitos sentimentos, todos belos.
AQUI
Vi em direto com um amigo, eu na minha casa e ele na dele. Foi um momento de grande fruição estética.
domingo, outubro 14, 2012
Música tocada com pau de chuva
Imitando os sons da florestas - Bruits de la Forêt
Música tocada com pau de chuva, tambor ameríndio, rãs (instrumento) e chocalhos.
Energia Harmónica, de que bem precisamos:
AQUI, ou no Youtube: http://www.energieharmonique.com/
sexta-feira, agosto 24, 2012
A Beleza da Índia
A Beleza da Índia está na beleza das suas mulheres. Compreendemos melhor aqui que a beleza feminina não está no rosto, especificamente, está no corpo, está no gesto, está no vestuário, está na procura da beleza. está em toda a parte.
Pontuando de cor a paisagem urbana, quase sempre desconsolada e pobre, ou surgindo como flores na monotonia do verde campestre, aqui as vemos.
Segunda foto: amarram a erva cortada em panos de um colorido vivíssimo, que se impõe na paisagem e que parece ter sido combinado com o vestuário.
(A continuar)
quinta-feira, agosto 23, 2012
Taj Mahal - Parte IV
Este é o Forte Vermelho de Agra (também há um com o mesmo nome em Nova Delhi), construído com pedra arenisca vermelha, como quase tudo na Índia, por ser o material mais vulgar e ainda por ser resistente e fácil de trabalhar.
Nele viveram o rei que mandou construir o Taj Mahal e também a mulher que lá foi sepultada. Já depois de ter construído o mausoléu, o imperador Shah Jahan, que adorava o mármore branco, construiu uma nova parte do palácio nesse material. Onde viveu prisioneiro os últimos 8 anos de vida, vendo ao longe o Taj Mahal. Enquanto este último está incrustrado de pedras semi-preciosas, o palácio tinha nas paredes pedras preciosas, que foram roubadas.
Na penúltima foto, uma pequena mesquita para mulheres, nesse palácio, vendo-se uma mulher no Mirabe.
(Segunda e terceira fotos: não podendo, por ser muçulmano, representar animais na decoração, mas querendo agradar à sua esposa hindu, um imperador mogol anterior mandou executar estas imagens estilizadas - são e não são animais).
quarta-feira, agosto 22, 2012
Índia: Taj Mahal Parte II
Fotos: lado direito, frente, lado esquerdo, etc
O Taj Mahal é sempre igual, visto dos quatro lados, com a única diferença das quatro entourages. Um dos lados é voltado para um pequeno rio (que também banha Nova Delhi). O rei quis que tudo fosse simétrico, ficando como única exceção o seu próprio túmulo, que quebra a simetria. O da Mum Taj Mahal (nome que deu à amada terceira esposa, significando a jóia ou a coroa do palácio) fica exatamente no centro da construção, o seu próprio túmulo fica um pouco à esquerda e é muito maior, por ser de homem e por serem muçulmanos.
Mas é preciso ver que este rei morreu no cativeiro, em prisão domiciliária, refém de um dos seus inúmeros filhos, aquele que conquistou o poder. tal como ele mesmo tinha assassinado dois irmãos e deixado em prisão o seu pai. Quase somos levados a dizer: ainda bem... Cala-te, boca!
Do lado esquerdo do mausoléu, mandou construir uma mesquita em pedra vermelha, do lado direito mandou construir outro edifício igual ou exatamente simétrico, mas que não podia ser considerado uma mesquita, dado que o Mirabe não estava voltado para Meca e sim para o lado oposto. Usavam-na como habitação temporária. Como se fosse um hotel. Só existe para prolongar a simetria e, portanto, a grande harmonia do conjunto.
(Os muçulmanos limitam-se a decorar as paredes com desenhos simétricos e frases escritas do Alcorão, sendo proibidas representações de seres humanos ou de animais). Quando entramos num mausoléu ou numa mesquita, estamos à espera de encontrar algo que não existe lá. Só paredes, incluindo o Mirabe. Neste caso, existem também os túmulos, mas noutros casos são apenas réplicas, pois os verdadeiros estão ocultos.
Do lado esquerdo do mausoléu, mandou construir uma mesquita em pedra vermelha, do lado direito mandou construir outro edifício igual ou exatamente simétrico, mas que não podia ser considerado uma mesquita, dado que o Mirabe não estava voltado para Meca e sim para o lado oposto. Usavam-na como habitação temporária. Como se fosse um hotel. Só existe para prolongar a simetria e, portanto, a grande harmonia do conjunto.
Mesquita, do lado esquerdo e o seu duplo, do lado direito, na última foto.
O conjunto foi construído no Sec XVII, durante o Império Mogol, ou seja, com imperadores descendentes de Gengis Khan . Em português antigo, esse império era designado por Grão Mogol.
Índia: Taj Mahal - Parte I
Taj Mahal, Uma lágrima na face do tempo, para parafrasear o grande poeta indiano Tagore (Ravindranat Tagore). No poema que está na terceira foto.
Ou desvanecendo-se na distância.
A segunda foto foi tirada a partir do Forte Vermelho, local onde residiu e mais tarde foi aprisionado e depois morreu, o imperador Mogol que mandou construir este mausoléu, Shah Jahan, em homenagem à sua querida terceira esposa, a quem chamava (Mum)taz Mahal ("A jóia do palácio").
Das janelas do forte, da parte branca que mandou fazer em mármore, vê-se o Taj Mahal, mudando com as colorações da aurora, da tarde, do crepúsculo, com a presença ou ausência de nuvens, até quase desaparecer em branco, no branco incerto da manhã.
Aparentemente, Shah Jahan teria três esposas e 300 concubinas, o que torna mais espantosa esta manifestação de amor e de saudade.
sábado, junho 02, 2012
Lisboa Maravilhosa... e os elétricos
Sim, Lisboa está recomendada como uma das melhores cidades do mundo para viajar, nalguns casos a quarta cidade, noutros a quinta. Mas isso não é necessariamente muito bom nem muito cómodo para os habitantes desta maravilhosa cidade.
Que o digam os passageiros do elétrico 28, o preferido dos estrangeiros porque atravessa os locais mais turísticos. E tão barato! O bilhete só custa 2 Euros e 85 cêntimos, se não me engano, apenas o dobro, mais ou menos, dos outros bilhetes. E custa o preço normal se for pré-comprado.
Então, vejamos: um autocarro do hotel larga os turistas na paragem do fim da linha (Cemitério dos Prazeres) (Até o nome é cinematográfico)!
Como Lisboa está entre a chuva e a névoa, alguns aguardam lá dentro. Como se vê nas fotos. E depois batem palmas quando chega o elétrico.
E exclamam, entusiasmados, nas suas línguas:
- Isto parece o nosso primeiro carrossel!
- Isto é um museu!!!!!!!
- Oh, avariou!
- Temos de sair??
- Não, não avariou, parou!
- Tão lento!
- E agora vai ficar aqui, parado?
- Tão primitivo!
- Tão engraçado, tão giro...
E assim vão, muitos deles, até ao fim da linha e regressam.
Outros saem pelo caminho e apanham outro 28, para trás ou para a frente.
Para desespero dos lisboetas passageiros da carris, que assim se vêem apertados no meio desta gente muito alegre e bem disposta.
- Ah, agarra-te naquilo ali em cima! Parece um carrossel!!!
Malefícios de viver numa das mais belas cidades do mundo! Mas os benefícios de contemplar a beleza são muito maiores.
sexta-feira, maio 18, 2012
Eu sei um ninho!!! Eu sei tantos ninhos!!!
Watch live video from Swallows Nest on Justin.tv
*** Ver nota
- Eu sei um ninho!!!
- Eu sei um ninho!!!
Esta era uma frase que resumia tudo. Eu sei onde está um ninho. Queres ver???
No blogue Escrevedoiros, conto uma minha pequena aventura infantil ao entrar em contacto com um ninho de carriça, passarinho pequenininho. VER AQUI.
Mas vivemos nos novos tempos. Agora, basta ligar a net e vemos logo um ninho em direto. Talvez na Alemanha da Merkel, na Jugoslávia, em sobral do Monte Agraço, em Castanheira de Pêra, enfim, onde houver uma webcam e um ligação à Internet.
E aqui estão vários exemplos. Como links, por todo o mundo. Tem de todas as espécies, ou quase, em volta do planeta.
*** Esta andorinha ainda está chocar os ovos. Ainda hão-de vier a nascer à nossa vista e a voar pelo mundo.
Transcrevo aqui o texto que escrevi
Estava eu com o corpo todo suspenso.
As mãos arranhadas. Os joelhos esfolados.
Podia cair.
Os dedos das mãos metidos no buraco do muro, entre duas pedras.
Os dedos dos pés metidos no buraco do muro, entre duas pedras.
O corpo em precário equilíbrio, quase a cair.
Mas em mim só existiam os olhos: só via!
Um segundo antes de cair vi:
Três passarinhos minúsculos com os bicos abertos, cantavam.
Já antes tinha caído, é claro, mas ainda só tinha visto os ovos... do ninho
Douro litoral: socalcos: muros feitos de bocados de pedras: crianças felizes descobrem ninhos.
sábado, maio 12, 2012
Nada é mais universal do que o regional
"Nada é mais universal do que o regional" como diz Cecília Meireles.
Aqui está uma foto após o pôr-do-sol, princípio da noite, com o planeta Vénus, "Étoile du berger". Com uma torre de telecomunicações e umas casinhas iluminadas.
Bem, a foto foi tirada, confortavelmente, da minha janela. Em Lisboa. Das minhas janelas de Lisboa.
Bem, a foto foi tirada, confortavelmente, da minha janela. Em Lisboa. Das minhas janelas de Lisboa.
Muitas vezes, sentando-me em frente desta paisagem, julgo estar na Grécia, contemplando o Monte Parnaso, ou em qualquer outro lugar da terra, contemplando outros montes.
Mas é aqui que gosto de estar.
sábado, maio 05, 2012
Lisboa anoitece, numa bela noite de luar
quinta-feira, abril 26, 2012
870 000 fotografias de Nova Iorque
Serão, em breve, colocadas online 870 000 fotografias de Nova Iorque, mostrando a cidade em diferentes fases da sua história.
Muito interessante.
quarta-feira, novembro 23, 2011
Lisboa na publicidade
Vejam que lindo este anúncio do Audi 5 sobre Lisboa.
Podemos considerá-lo uma homenagem à cidade.
Também existe sobre outras cidades do mundo.
segunda-feira, outubro 03, 2011
terça-feira, setembro 13, 2011
Fotografias Pinhole: Camilla Watson,
Pinhole quer dizer buraco de alfinete. Pois é possível tirar fotografias com uma caixa, ou mesmo uma lata que tenha um furinho (pinhole). Coloca-se dentro um papel fotográfico, revela-se, põe-se a secar e pronto.
No Largo do Trigueiros, o Festival todos ofereceu esta experiência a quem conseguiu encontrar o sítio.
Juro que tirei esta fotografia, só com esta caixinha! Mas ainda está em negativo. Não sei fazer o resto. Nem sei se vale a pena. As impressões digitais não são minhas.
Uma fotógrafa, Camilla Watson, que no festival do ano passado resolveu guarnecer uma rua com as fotos dos seus moradores velhos, como diz na penúltima imagem, (é mesmo o festival de todos), este ano ofereceu isto. Uma experiência com fotografia pinhole.
VER AQUI página da fotógrafa Camilla Watsom Clicar por Cima
No Largo do Trigueiros, o Festival todos ofereceu esta experiência a quem conseguiu encontrar o sítio.
Só os estrangeiros para se integrarem bem no espírito de Lisboa. Este espelho posto na rua desta loja de dona estrangeira, de artesanato, está perfeitamente de acordo com a falta de privacidade da roupa a secar nos estendais, ao mesmo tempo que reflecte a bela luz, característica essencial da cidade. E é fotogénico. Nadinha fotografando na foto.
Uma fotógrafa, Camilla Watson, que no festival do ano passado resolveu guarnecer uma rua com as fotos dos seus moradores velhos, como diz na penúltima imagem, (é mesmo o festival de todos), este ano ofereceu isto. Uma experiência com fotografia pinhole.
VER AQUI página da fotógrafa Camilla Watsom Clicar por Cima
Subscrever:
Mensagens (Atom)















