Todas as terras julgam chamar-se A Terra. Todas as terras são, para quem mora nelas, o Umbigo do Mundo (Este blogue já tem muitos anos de existência, vai mudando e hoje muda de nome. Mas apenas muda uma letra.)
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terça-feira, fevereiro 13, 2018
Jejum da Quaresma? Gorduras de Carnaval!
Antes do jejum da Quaresma, nada como enchermos-nos de gordura de porco, focinho, orelheira, enchidos. Fui a um restaurantezinho ao pé de casa que não vem nos roteiros das tasquinhas (como o Imperial, a 50 metros, que vem no Time Out), mas que é muitíssimo melhor e com quantidade para sobrar muito.
O Sr. Manel e a esposa, logo que tiveram uma filha, fecharam o restaurante para o jantar e para o fim de semana. A filha já é grandita, é inteligentíssima, mas quem quiser que lá vá comer ao almoço durante a semana. O Sr. Manel tem pronuncia das Beiraze, mas parece que é do Minho.
Hoje, dia de Carnaval, fui lá perguntar se tinham cozido à portuguesa.
- Cozido à portuguesa é à quinta feira, "vezinha" - responde o Sr. Manel.
- Sr. Manel, dia de Carnaval é dia de cozido à portuguesa!
- Vezinha, dia de Carnaval é dia de feijoada à portuguesa! É dia de carne de porco, enchidos e orelheira.
- Sr. Manel, dia de Carnaval é dia de cozido à portuguesa, com carne de porco, enchidos e orelheira!
- Não! Feijoada com carne de porco, enchidos e orelheira!
- Ok, venceu. Quero feijoada com carne de porco, enchidos e orelheira! - respondo, quando já toda a freguesia ri, como quem dizia que o Sr. Manel tem carradas de razão.
Maravilhosa refeição, quantidade imensa, vinho bom a granel, tudo por 12 Euros. Pode?
Pode. Nao digo onde fica, mas, apesar de não vir nos roteiros, tem clientes de toda a Lisboa e muitos da Costa da Caparica, Setúbal, etc. Segredo.
- Vezinha, quer mais batataze? Umas batatinhaze? - Pergunta o Sr. Manel com pronúncia das Beiraze.
- Não, senhor Manel, obrigada, Sr. Manel!
- Mais umas couvezinhaze?
- Não, senhor Manel, obrigada, Sr. Manel! Está tudo ótimo! Maravilhoso!
Bem, eu sou muito distraída, desatenta, esqueço-me do nome das pessoas, se calhar o senhor nem se chama Sr. Manel!
quinta-feira, fevereiro 04, 2016
Gozemos o Carnaval
A criatura Cavaquistona, a certa altura, tirou-nos o feriado do Carnaval. Como primeiro ministro, ficou logo arrumado, para voltar mais tarde, travestido de múmia paralítica. Gozemos o Carnaval. E esta nova política, independente de bruxas, de bruxelas e etc..
terça-feira, fevereiro 21, 2012
Anarquia Carnavalesca
Houve ou não houve feriado de Carnaval?
Resposta:
- Nim!
Estabeleceu-se uma espécie de desobediência civil, com contornos caricatos.
Os trabalhadores da CP fizeram greve contra o governo e, portanto, fizeram o jogo do governo, ao impedirem as pessoas de se deslocarem da forma mais simples para as terras portuguesas do Carnaval. De facto, como diz o Público:
"O sindicato dos maquinistas agendou para esta terça-feira uma greve total. Estão definidos serviços mínimos, mas os comboios especiais de Carnaval com destino a Ovar e Estarreja não se realizam."
Por sua vez, os autocarros do Porto e de Lisboa procederam como se fosse feriado, longe de fazerem greve, claro e os do metro fizeram greve.
E todo o mundo foi curtir o Carnaval.
Muito mais eficaz do que e fosse uma luta organizada, pois nem foi bem uma luta: foi uma anarquia.
Bakunine teria aplaudido.
VER TAMBÉM AQUI
Resposta:
- Nim!
Estabeleceu-se uma espécie de desobediência civil, com contornos caricatos.
Os trabalhadores da CP fizeram greve contra o governo e, portanto, fizeram o jogo do governo, ao impedirem as pessoas de se deslocarem da forma mais simples para as terras portuguesas do Carnaval. De facto, como diz o Público:
"O sindicato dos maquinistas agendou para esta terça-feira uma greve total. Estão definidos serviços mínimos, mas os comboios especiais de Carnaval com destino a Ovar e Estarreja não se realizam."
Por sua vez, os autocarros do Porto e de Lisboa procederam como se fosse feriado, longe de fazerem greve, claro e os do metro fizeram greve.
E todo o mundo foi curtir o Carnaval.
Muito mais eficaz do que e fosse uma luta organizada, pois nem foi bem uma luta: foi uma anarquia.
Bakunine teria aplaudido.
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domingo, fevereiro 19, 2012
Quando até o Carnaval nos querem tirar...
Ó Balancê balancê / Quero dançar com você...
Encantadoramente Kitch e obsoleto, diretamente do Carnaval Brasileiro para o Carnaval Português, aqui vai a Carmen Miranda, nascida no Marco de Canaveses, meia portuguesa, só meia brasileira e portanto, simbolizando o elo de ligação entre as duas culturas.
Maria do Carmo Miranda da Cunha GO IH (Marco de Canaveses, 9 de fevereiro de 1909— Los Angeles, 5 de agosto de 1955), mais conhecida como Carmen Miranda, foi umacantora e atriz luso-brasileira.[nota 1] Sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950.
Maria do Carmo Miranda da Cunha GO IH (Marco de Canaveses, 9 de fevereiro de 1909— Los Angeles, 5 de agosto de 1955), mais conhecida como Carmen Miranda, foi umacantora e atriz luso-brasileira.[nota 1] Sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950.
domingo, fevereiro 05, 2012
Passos Coelho vai importar talibãs para imporem respeito
Acabo de ler O Menino de Cabul. Nele se conta que, nos jogos de futebol, em Cabul, havia talibãs armados de chicote para bater em quem se entusiasmasse e gritasse pelo seu clube.
É disso que precisamos.
Alguém que reprima a alegria e o riso. Já agora, também podem obrigar os homens a usarem todos barbas compridas, para imporem respeito às mulheres.
Ninguém se vai rir deles, porque não pode.
E vamos todos acabar com os carnavais...
Ditado popular:
"A vida é um dia, o Carnaval são três"
(Não esquecer que há, neste momento, muita gente sem poder ver televisão, sobretudo pessoas de idade, para quem a televisão era o único entretém que tinham na vida. O outro, para os que viviam nas cidades, era andar de autocarro dos transportes públicos: também não podem. Encareceram de forma proibitiva.)
Get a Life, Passos Coelho, e deixa viver quem vive!
Carnaval: quantos menos motivos temos para rir, mais temos vontade de rir
Acabar com o Carnaval: e por que não proibir o riso e a alegria?
Estamos numa crise. Tiram-nos o dinheiro. Tiram-nos os feriados e as férias. Querem convencer-nos que é tudo muito sério: só podemos pensar na crise.
A alegria, já no-la retiraram , assim como já nos tiraram quase todos os motivos para rir, estes políticos e os anteriores.
Mas o ser humano é assim: quantos menos motivos tem para rir, mais tem vontade de rir.
Eles pagam-nas!
E cada vez há mais críticas jocosas a fazer, em cada Carnaval.
Tenciono participar na manifestação de mascarados de Torres Novas. Levo uma máscara veneziana e ninguém sabe que não sou de Torres Novas!
Estamos numa crise. Tiram-nos o dinheiro. Tiram-nos os feriados e as férias. Querem convencer-nos que é tudo muito sério: só podemos pensar na crise.
A alegria, já no-la retiraram , assim como já nos tiraram quase todos os motivos para rir, estes políticos e os anteriores.
Mas o ser humano é assim: quantos menos motivos tem para rir, mais tem vontade de rir.
Eles pagam-nas!
E cada vez há mais críticas jocosas a fazer, em cada Carnaval.
Tenciono participar na manifestação de mascarados de Torres Novas. Levo uma máscara veneziana e ninguém sabe que não sou de Torres Novas!
terça-feira, março 08, 2011
Nos outros dias do ano, onde é que se escondem os mascarados?
Hoje, dia de Carnaval, ao olhar pela janela e ao ver um dia cinzento, triste e lúgubre, lembro-me da minha infância.
*Resolvendo o problema do frio (e já agora sem custos adicionais), mascaravam-se com muitas camadas de roupa, parecendo bonecas de pano e cobriam a cara com meias. Metiam medo...). Creio que é a isto que chamam caretos.
Num dia de Carnaval igual a este, fomos dar a "volta dos tristes" na minha terra, na província e no Norte: a minha mãe, uma minha tia, os filhos dela e eu. Era um dia desolado, pontuado às vezes por uns mascarados tristes, que agora se chamam caretos e estão a ser recuperados, na moda, quase. Até que o meu primo, mais novo que eu, apontando para um ou dois caretos*, entrapados de roupa e ainda com panos na cara, perguntou à mãe:
- Nos outros dias do ano, onde é que vivem os mascarados?
A mãe e a tia olharam uma para a outra embaraçadas, risonhas e melancólicas . Depois, vendo um bidon de alcatrão que ali estava perto (nessa altura havia sempre muitos bidons vazios por toda a parte, não sei porquê), uma delas respondeu:
- Vivem dentro dos bidons de alcatrão!
Foi um dos Carnavais mais desolados da minha vida.
Foi num século passado e atrasado. Num tempo que, felizmente, não voltará.
O meu primo não chegou a entender que havia feito uma pergunta filosófica. Vou perguntar-lhe, através da net, se se lembra disto.
*Resolvendo o problema do frio (e já agora sem custos adicionais), mascaravam-se com muitas camadas de roupa, parecendo bonecas de pano e cobriam a cara com meias. Metiam medo...). Creio que é a isto que chamam caretos.
domingo, fevereiro 22, 2009
Meter água no Carnaval
O Carnaval é um daqueles momentos em que tudo é diferente, mas quem não tem sentido de humor, não entende.
Nunca gostei muito do Carnaval, mas agora começo a achar graça à actuação dos políticos...
Cavaco Silva perdeu umas eleições imprtantes porque não deu um feriado de Carnaval. Pareceu-lhe irrelevante. Eram eleições idênticas às que o actual governo vai disputar.
Porque quem está no poder não gosta de brincadeiras. Só gostam se forem eles a brincar, como têm brincado imenso com o nosso dinheiro.
Agora, divertiram-me duas notícias. É daquelas que me deixam muito bem disposta, como a dos ovos da ministra.
- Foi proibida uma brincadeira com o Magalhães.
- Uma criatura da política obrigou os professores do ensino básico de uma terra a fazerem um desfile de Carnaval, como referi no post anterior.
Afinal, apesar de todas as máscaras, é no Carnaval que se vêem as caras.
Nunca gostei muito do Carnaval, mas agora começo a achar graça à actuação dos políticos...
Cavaco Silva perdeu umas eleições imprtantes porque não deu um feriado de Carnaval. Pareceu-lhe irrelevante. Eram eleições idênticas às que o actual governo vai disputar.
Porque quem está no poder não gosta de brincadeiras. Só gostam se forem eles a brincar, como têm brincado imenso com o nosso dinheiro.
Agora, divertiram-me duas notícias. É daquelas que me deixam muito bem disposta, como a dos ovos da ministra.
- Foi proibida uma brincadeira com o Magalhães.
- Uma criatura da política obrigou os professores do ensino básico de uma terra a fazerem um desfile de Carnaval, como referi no post anterior.
Afinal, apesar de todas as máscaras, é no Carnaval que se vêem as caras.
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