Todas as terras julgam chamar-se A Terra. Todas as terras são, para quem mora nelas, o Umbigo do Mundo. Sempre que desembarquei em terra, depois de ter navegado pelos mar, senti que a terra era imunda. E enjoei.
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quarta-feira, janeiro 30, 2019
quinta-feira, março 08, 2018
Dia Internacional da Mulher: recordar e esquecer
No dia Internacional da Mulher, 8 de março, recordar as que nos precederam na luta pelos direitos, como estas duas senhoras que reclamavam o direito ao voto, esquecer que houve um tempo em que as mulheres nem se queixavam, ou em que erra necessário queixarem-se de pequenas coisas como esta.
Ou de pequenas coisas como terem o direito de não serem vítimas de violência, doméstica ou outra.
Quando esquecermos porque nos parece impossível ter havido tempos tão atrasados...
segunda-feira, janeiro 15, 2018
Me Too na Renascença: Judite e Holofernes, de Artemisia Gentileschi
Artemisia Gentileschi (1593 – 1656) pintora italiana da Renascença, foi violada por um outro pintor, seu mestre.
Tendo a obrigação de casar com ela, o violador não o fez. A opinião da mulher não contava, claro.
Artemisia, ao representar a cena de Judite e Holofernes, retrata-se si mesma como Judite e ao mestre como Holofernes... realmente parece que está a matar um porco, daí a relação com o movimento Me Too.
A sua obra representa cenas bíblicas, cheias de sensualidade e erotismo, como era próprio da época.
Como a sua Susana no Banho, aqui:
A própria pintora era muito bela, pelo que se reproduz nas suas obras, ora em autoretratos, ora como personagem. Ver aqui
sábado, janeiro 13, 2018
Me Too já no século XVII

Para acrescentar ao movimento Me Too, a obter apoio mundial, VER AQUI, nada como uma obra do Século XVII, uma pintura da artista italiana Elisabetta Sirani.
Representa a Timoclea de Tebas, atirando ao poço o soldado grego que a violou. Foi perdoada e posta em liberdade por Alexandre Magno, o qual admirou a sua valentia.
#MeToo
domingo, novembro 26, 2017
Manifestação Pelo fim da violência contra as mulheres. Lisboa 2017
Lisboa 2017
Manifestação contra a violência doméstica. Violência contra as mulheres.
Atrás seguiam polícias fardados, participando na manifestação.
sábado, outubro 28, 2017
Violência doméstica, na opinião de Eça de Queirós, falecido em 1900
Eça de Queiroz ironiza, daquela maneira tão subtil e tão cómica, contra um juiz que condenou a limpar as ruas da sua aldeola, (Gouveia), um homem que matou, partiu e escaqueirou em bocados a sua esposa. Pena pouco pesada? Veremos.
Leiam isto: lol
"Talvez mesmo o juiz - por lhe parecer insuficiente degredo perpétuo - rompesse no excesso arbitraria de entregar aquele facínora ao suplício imenso de limpar as ruas da sua vila. Bem pode ser que aquele marido esteja cumprindo uma sentença pavorosa, e que o devamos lastimar mais que os infelizes que S.M. Alexandre II da Rússia (que Deus guarde e muitos anos conserve em prosperidade e gloria) manda trabalhar, ao estalo do chicote, nas minas de Orilieff! A imundice da província tem mistérios.
Limpar as ruas de Gouveia será talvez a pena que de futuro adoptem, em substituição da pena morte, os códigos da Europa."
A continuação está aqui:
https://iurisdictio-lexmalacitana.blogspot.pt/2010/03/violencia-de-genero-y-penas-ejemplares.html
Manifestação contra a sentença que absolveu a violência doméstica
Manif contra a sentença que absolveu a violência doméstica e contra a "justiça" que o permite.
Este cartaz da Alexandra fazia rir, em vez de indignar, mas, diz ela, "Ridendo castigat morus" A outra sou eu, a Nadinha.
"Ridendo castigat morus" parece catalão, mas é latim, quer dizer que a rir se castigam os costumes, enfim, demasiado erudito para que alguém o entenda: A imagem representa o Flintstones a arrastar uma mulher pelos cabelos, ostentando uma moca, o que não é nada erudito.
Mas a sentença do juiz Moura é da idade da Pedra.
Antigamente as manifestações eram lideradas por partidos ou sindicatos. Na melhor das hipóteses, eram organizadas pelos movimentos dos cidadãos. Integrei um desses, mas logo percebi que os movimentos seja do que for andam atrás do oportunismo partidário dos líderes. Por exemplo: este movimento de esquerda, que era contra o PS, logo se uniu ao PS.
Estranho?
Não.
Se calhar este movimento pareceu despercebido nos telejornais, porque havia outras notícias importantes:
1. A independência da Catalunha.
2. A greve geral.
3. Algum acontecimento importante dos reality shows, por exemplo, algo assim: o Zé espancou a Maria, em direto.
quarta-feira, setembro 13, 2017
"A beleza que não morre"? Talvez Zahra Khanom Tadj es-Saltaneh
O Facebook tem partilhado umas fotos antigas de uma mulher de aparência árabe que qualquer um de nós consideraria muito feia, em poses de grande vedeta, sendo claro que, tanto a fotografada como o fotógrafo a consideram uma beldade.
Creio que já vi estas fotos atribuídas a outra mulher e parece mais provável eu se trate de alguma meretriz.
As fotos têm sido atribuídas a uma princesa da dinastia Qajair, precursora dos direitos das mulheres muçulmanas, pintora e escritora, a primeira a usar roupas ocidentais, Zahra Khanom Tadj es-Saltaneh. foi casada e divorciou-se, teve 4 filhos e foi a musa do poeta poeta Aref Qazvini, sendo ela também poetisa.
Talvez seja ela, talvez não, mas aqui fica a minha homenagem a essa princesa e o meu testemunho de como vai variando o conceito de beleza, no tempo e no espaço.
sábado, fevereiro 11, 2017
Livro: Imperatriz da Lua Brilhante
Existem vários livros, um da Pearl Buck, sobre as duas imperatrizes da China.
Esta, Imperatriz Wu, é a única que governou por si mesma, no século VI , promoveu o Budismo.
A outra (Sec. XIX-XX) acabou com os pés atados , as torturas horrendas e a escravidão.
A outra (Sec. XIX-XX) acabou com os pés atados , as torturas horrendas e a escravidão.
A historia deste livro é de tal modo mirabolante, que esquecemos ser verdadeira.
sexta-feira, fevereiro 10, 2017
Papa Francisco sobre a Mulher
"A mulher, na humanidade, realiza uma missão que vai além e que nenhum homem pode oferecer: “O homem não traz harmonia: é ela. É ela que traz a harmonia, que nos ensina a acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bela”.
"a mulher é a harmonia, é a poesia, é a beleza. Sem ela o mundo não seria bonito, não seria harmónico."
VER AQUI
domingo, janeiro 22, 2017
Feministas muçulmanas partilham foto da Manif anti-Trump em Lisboa
Esta foto, ou outra muito próxima, de uma das minhas amigas da Manif de Lisboa chegou a um site de Feministas Muçulmanas e teve importância apara elas.
Não confundir ser a favor das mulheres muçulmanas ou ser contar as pessoas muçulmanas.
De facto, algumas questões, feministas e laicas, não podem ser partilhadas por mulheres religiosas, sejam elas de que confissão religiosa forem.
Mas esta situação responde a perguntas como: "Por que razão lutas pelos direitos das mulheres e não pelos direitos das mulheres muçulmanas? "
VER AQUI
Marcha das mulheres contra Trump. Falta a marcha dos homens e das mulheres contra Trump
Foi noticiada, mundialmente, a marcha das mulheres americanas contra Trump.
Ainda não vimos a marcha dos homens e das mulheres contra Trump.
Este blogue quer apenas dar uma ideia da marcha das mulheres portuguesas em Lisboa e Americans residentes em Lisboa.
Contra Trump e tudo o que ele representa.
domingo, janeiro 15, 2017
Condição Feminina no Sec. XXI?
A passagem de ano, ou melhor, de século para o século XXI (que vivemos na passagem de 1999 para 2000) foi um dos momentos mais felizes da minha vida.
Parecia-me que no Sec. XXI já não haveria desculpas para estes atrasos. Como é possível considerar as mulheres inferiores aos homens no Sec. XXI?
Outra pergunta: as mulheres participam desta opinião? Porquê?
Ver AQUI situação das mulheres na Arábia Saudita
Ver AQUI situação das mulheres na Arábia Saudita
sexta-feira, outubro 14, 2016
Trump e ou os piropos do BE
À beira das lágrimas, Michele Obama protesta contra a atitude de Trump contra as mulheres.
As suas palavras, em Portugal, seriam consideradas as de uma perigosa feminista, como quando acusa os piropo de graves ofensas.
Em Portugal toda a gente se riu quando quiseram proibir os piropo.
Cada vez me sinto mais revoltada nesta terra, que nem é água nem é vinho, nem é nevoeiro, nem "nuvem, sonho ou nada", para usar palavras de Pessoa e de Camões.
O título deste blog, que já esteve para ser mudado, está agora muito atual, quer se referi a esta pequeníssima terra, quer se refira ao planeta e ao mundo.
Segue o vídeo, infelizmente não traduzido para português.
https://www.facebook.com/quartznews/videos/1306435332723499/
As suas palavras, em Portugal, seriam consideradas as de uma perigosa feminista, como quando acusa os piropo de graves ofensas.
Em Portugal toda a gente se riu quando quiseram proibir os piropo.
Cada vez me sinto mais revoltada nesta terra, que nem é água nem é vinho, nem é nevoeiro, nem "nuvem, sonho ou nada", para usar palavras de Pessoa e de Camões.
O título deste blog, que já esteve para ser mudado, está agora muito atual, quer se referi a esta pequeníssima terra, quer se refira ao planeta e ao mundo.
Segue o vídeo, infelizmente não traduzido para português.
https://www.facebook.com/quartznews/videos/1306435332723499/
sábado, setembro 24, 2016
Amor de mãe? De pai? Distração? Preguiça?
Uma minha amiga contou-me isto:
"Trabalhei como professora em duas escolas em que o nível sócio-económico dos alunos é elevadíssimo.
Um dia, uma aluna do oitavo ano escreveu-me numa redação que tinha sempre perante os olhos aquele momento em que viu o irmaozinho, dizia o nome, morto na piscina da casa, por culpa dela e da irmã, que se distraíram a ver a telenovela.
Meses depois, conta-me noutra redação que ela e a irmã escaparam por pouco de morrer num incêndio numa estância de esqui. Aqui, a culpa não era delas: o hotel tinha dois prédios, elas estavam num, os pais no outro. Foram salvas por um camareiro, ficaram muito felizes quando se juntaram todos. Por acaso, estas meninas chegaram a adultas."
"Uma outra minha aluna contou-me que os pais se adoram um ao outro e que a veem como uma intrusa à sua intimidade. Detestam-na, embora não façam nada de concreto para o demonstrar: demonstram-no todos os dias, várias vezes por dia."
"Trabalhei como professora em duas escolas em que o nível sócio-económico dos alunos é elevadíssimo.
Um dia, uma aluna do oitavo ano escreveu-me numa redação que tinha sempre perante os olhos aquele momento em que viu o irmaozinho, dizia o nome, morto na piscina da casa, por culpa dela e da irmã, que se distraíram a ver a telenovela.
Meses depois, conta-me noutra redação que ela e a irmã escaparam por pouco de morrer num incêndio numa estância de esqui. Aqui, a culpa não era delas: o hotel tinha dois prédios, elas estavam num, os pais no outro. Foram salvas por um camareiro, ficaram muito felizes quando se juntaram todos. Por acaso, estas meninas chegaram a adultas."
"Uma outra minha aluna contou-me que os pais se adoram um ao outro e que a veem como uma intrusa à sua intimidade. Detestam-na, embora não façam nada de concreto para o demonstrar: demonstram-no todos os dias, várias vezes por dia."
terça-feira, março 08, 2016
Dia da Mulher - Professora de mulheres no Paquistão
Quero hoje homenagear as mulheres, através das professoras de mulheres em países em que a educação é desprezada e a das mulheres chega a ser proibida.
A mulher aqui homenageada sempre quis ser professora, mas a família considerava essa pretensão ridícula. Quando se formou, a família cortou relações com ela.
Foi o marido que a incentivou, que a sustentou, num casamento moderno em que ele cozinha enquanto ela dá aulas. Não só a meninas, também ensina costura e bordado a mulheres adultas.
VER AQUI
sábado, janeiro 30, 2016
Minha liberdade roubada - dizem elas
Das profundezas de países como o Irão, as mulheres agitam-se por debaixo dos véus, no desejo de libertarem os seus cabelos e as suas vidas. Ê com horror que vêm um país como a Itália renunciar à sua cultura em vez de impor os direitos humanos e a liberdade.
É o que se demonstra num site do facebook, em que várias mulheres desafiam as leis iranianas mostrando publicamente o cabelo, como protesto contra o "véu" colocado nas nossas esculturas de nus e sobre a nossa cultura ocidental.
Este é um momento icónico da nossa era. Nunca mais nada vai ser como dantes, pois as imagens valem mais do que as palavras para exprimirem ideias e as imagens multiplicam-se exponencialmente para ridicularizar esta situação.
Já no passado europeu foi feita censura aos nus e muitas pinturas foram retocadas para esconder as "partes pudendas" por pintores que foram apelidados de "calcinhas" embora fossem sobretudo utilizadas imagens de parras. O mesmo para as esculturas.
A parte mais curiosa da situação é que os islâmicos no poder também são contra as parras, pois as parras são as folhas da videira e o presidente de Irão também pede que não se sirva vinho nas refeições em que esteja presente. O que levou o presidente francês a recusar almoçar com ele.
A tolerância do ocidente, nomeadamente dos europeus, para com estes intolerantes tem sido muito discutida, mas isto veio deitar achas para a fogueira. Que já estava acesa com os muitos milhares de muçulmanos que se refugiam na Europa dos extremistas muçulmanos. Sem quererem mudar de religião, ao que parece.
O site do Facebook que assim se manifesta é My Stelthy Freedom.
Cada foto de mulher que mostra o cabelo apresenta uma mensagem sobre as esculturas italianas.
quinta-feira, novembro 12, 2015
Obrigada, criaturas do Neandertal, por nos fazerem reparar que... estamos noutra era
Uma criatura chamada Pedro Arroja fez rir o país e sobretudo o Facebook pelo ridículo das suas declarações, que seriam muito vulgares em inícios ou meados do Século XX.
Diz a avantesma que não queria aquelas mulheres do Bloco de Esquerda, sem se perguntar se passaria pela cabeça das mulheres do Bloco de Esquerda interessarem-se por semelhante criatura.
O BE exige que o senhor peça desculpa, mas ninguém pede desculpa por ser ridículo. E mesmo que peça...
Obrigada, criaturas do Neandertal, por nos fazerem reparar que somos tão civilizados, tão modernos...
Que estamos noutra era.
Muito interessante o post deste blogue sobre o assunto
Praça do Bocage
Citando : ""Há um enxame de medíocres vespas asiáticas ao assalto em defesa de uma nova barbárie política económica e social totalitária que quer comandar o mundo""
Diz a avantesma que não queria aquelas mulheres do Bloco de Esquerda, sem se perguntar se passaria pela cabeça das mulheres do Bloco de Esquerda interessarem-se por semelhante criatura.
O BE exige que o senhor peça desculpa, mas ninguém pede desculpa por ser ridículo. E mesmo que peça...
Obrigada, criaturas do Neandertal, por nos fazerem reparar que somos tão civilizados, tão modernos...
Que estamos noutra era.
Muito interessante o post deste blogue sobre o assunto
Praça do Bocage
Citando : ""Há um enxame de medíocres vespas asiáticas ao assalto em defesa de uma nova barbárie política económica e social totalitária que quer comandar o mundo""
quinta-feira, junho 04, 2015
Mulheres "de pêlo na venta"
Esta expressão significa mulheres com coragem, com força, mulheres como se fossem homens.
Talvez tenha sido inventada a propósito da mulher da primeira imagem deste post, A Baronesa da Silva, patrocinadora da revolução liberal, cujo retrato se encontra no Museu Grão Vasco, em Viseu. Mulher viajada e aventureira, como se vê aqui.
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Eugénia_Cândida_da_Fonseca_da_Silva_Mendes
A segunda pertence à nobreza brasileira e a terceira todos conhecem, é a pintora Frida Khalo, num seu auto-retrato.
domingo, março 08, 2015
Dia da Mulher
A mesma mulher (Nadinha)
- Nasci e era uma menina.
Esta frase pode ser terrível para muitas mulheres do planeta.
Ser uma menina quando se nasce pode resultar em extermínio, submissão para toda a vida, enclausuramento, castração, vulgo "excisão", escravidão, etc...
Nós europeias, nós europeus, não imaginamos sequer estas situações.
Usemos a nossa liberdade para conquistarmos a liberdade de outras mulheres (parafraseando Aun Su Kyi, líder política birmanesa, prémio Nobel da Paz)
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