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terça-feira, outubro 31, 2017

Anedota de Tancos. Continua... claro

Quando apareceu o material de guerra roubado dos paióis de Tancos, afinal havia um bónus, uma caixa de poderosos explosivos. Será que os assaltantes, só levarem as armas, pretendiam, na verdade fazer uma doação? É que o material roubado era sucata e o bónus é muito bom. 

Tipo: por cada descoberta de armamento efetuado, oferecemos dois baldes de plástico. Carregados de balas, explosivos e outras frioleiras
Ou até mesmo carregados de docinhos e de bolachas do “ halloween” ou lá como se chama essa coisa americana…

Portugal é tão engraçado! Talvez seja por isso que todo o mundo quer vir para cá, agora.

* Tancos:  quartel importante de Portugal, que foi assaltado de maneira extremamente cómica por indivíduos desconhecidos (suspeita-se até dos próprios militares que lá trabalhavam), os quais restituíram tudo, mas ainda concederam um extra, um bónus de armas que nunca tinham sido roubadas.

Portugal é giro. Portugal é fixe. 

sexta-feira, outubro 28, 2016

Perdoar e esquecer, ou recordar e lutar?

"Tudo compreender é tudo perdoar" - Tolstoy
Quando eu era muito jovem, compreendia tudo e perdoava tudo. Julgo, ainda hoje, que fazia bem, nessa época.
Mas, se compreender tudo é perdoar tudo, como adultos, de certa forma responsáveis pelo mundo em que vivemos, então não devemos compreender tudo.
As gerações futuras irão pedir-nos contas da nossa complacência e da nossa ingenuidade.

Esta é a atitude deste Blogue. Alguns já o têm acusado de ofender os nacionalistas, os patriotas, ao propor uma versão diferente do mitos nacionais.
Não se pretende ofender ninguém.

Os nossos jovens emigram agora em massa para locais em que as versões da história do mundo e da história da Europa (e de Portugal) não se compadecem com as histórias da carochinha que ouviram à lareira em casa, ou mesmo nas aulas de história (isto dependente do professor, pois é diferente se for de direita ou de esquerda). 
Se existem motivos para nos orgulharmos da nossa história, esses motivos raramente são aqueles que o senso comum diz.

Não me sentirei cobarde, como me sentiria se não tivesse tentado discutir, questionar, contestar, agora que sou adulta

Cito S. Paulo, que me parece muito bom, nestes tempos de criancice:

"Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas infantis.
1 Coríntios 13:11"

Nadinha

sábado, outubro 15, 2016

Uma estranha e “nova” forma de submissão à portuguesa: os espertos conformam-se.


Os portugueses estão sempre a inventar novas formas de submissão e de conformismo. 
Longe vão os tempos em que muitos dos “nossos” eram torturados  ou mortos, espoliados e, claro, ostracizados. 
Mas esses também eram uma minoria, que no seu tempo foi desprezada, para ser elevada ao estatuto de herói depois da revolução de abril e de outras revoluçãoes, pois em Portugal o poder só se perde por revoluções. 
Por exemplo, a revolução da Geringonça.

Passar de mártir a herói morto não é para qualquer um. Mesmo que não morra, o herói perde os cabelos, envelhece mais do que o cidadão comum, perde dedos, dentes, etc., tudo antes de chegar a herói.

Vem isto a propósito: há poucos anos, um ou dois apenas, todos os funcionários públicos afirmavam, em tom agressivo para ser convincente, que os funcionários públicos nunca mais receberiam subsídio de Natal ou de férias, que cada vez iriam ganhar menos, pagar mais impostos, por ser esta a evolução natural do governo PAF: passos coelho paulo portas. Seria esta evolução se este PAF continuasse no poder, o que esteve quase para acontecer. 
Porquê?
Claro que ninguém iria votar Bloco de Esquerda, ou PCP, nem mesmo PS, pois a país precisava desesperadamente de um tipo parecido com o Salazar, que o espezinhasse e que desse dinheiro aos mais ricos, tirando pobres e remediados. 
No segundo ano da Geringonça, ainda tudo está bem, as pessoas ganham mais, recuperaram a alegria, sem as ameaças de catástrofes dos dois urubus, passos e portas.

Conheci pessoas que se reformaram antecipadamente, pessoas que pareciam ser viciadas em trabalho, mas que optaram pela aposentação antecipada perdendo muitíssimo dinheiro por mês, com o argumento de que, como a reforma tem por base o vencimento, como cada vez ganhamos menos, logo, se trabalharmos mais tempo vamos ganhar menos. 

Essas pessoas eram e são consideradas muito espertas, sabidas, etc. . Pois!
É o que convém, chamar espertos e sabidos aos submissos e conformistas.

E esta atitude alastra-se a todas as relações de poder. Contestar, criticar, provocar?  Não. Os espertos conformam-se. 

quinta-feira, outubro 06, 2016

Portuguesinhismo, também conhecido por Chicoespertismo ou mesmo, mais dramaticamente, por Chico Lamúrias


Na reunião de condóminos, vários deixaram de pagar a quota, depois de um desses ter perguntado, indignado:
-Quê? Há pessoas que não pagam? E o que é que lhes acontece? 
- Nada, claro!
- Nada?!
- Nada, claro, a legislação prevê que o condominio coloque essas pessoas em tribunal, mas isso fica tão caro ao condomínio... Mesmo que perdessem e pagassem, não dava para o condominio pagar às custas do processo...
- Pronto, conclui o portuguesinho. Então ninguém paga e eu é que vou pagar?! 
(Manguito disfarçado). 
Consternação geral, com pena do Chico Lamúrias. 


Sebastianismos... Ou portuguesinhismos


Não sei se já vos contei isto. Tive uma amiga, não muito inteligente, mas identificando-se muito com o povinho português, do qual sentia orgulho, ódio e vergonha, dependendo do caso que estivesse na ribalta. 
Tinha um desses cursos médios que davam equivalência ao bacharelato e o bacharelato dava equivalência à licenciatura, mais ou menos, digamos assim...  sem se poderem comparar nem vagamente com um curso superior a sério de há uns 30 ou 40 ano.
Tinha um ótimo emprego, conseguido por cunhas da igreja, a qual não não frequentava. 
Um dia contou-me que estava encarregada de fechar as portas do palácio em que trabalhava, com umas amigas de trabalho. Contou que um senhor coronel tinha tido o costume de fechar as janelas e, desde que tinha morrido, ela e as amigas continuavam a ouvir bater as portadas das janelas do andar de cima.
- Porquê? - perguntei.
- É o senhor coronel. Claro.
Expliquei-lhe o óbvio: com o trabalho não se brinca e ela não podia fechar o palácio sem ver o que se passava no andar de cima:
- É o senhor coronel! 
Um domingo em que estávamos juntas, a minha amiga recebeu um telefonema aflito: o senhor coronel (um vivo) tinha ficado trancado dentro do palácio, sexta e sábado e era preciso ir abrir-lhe a porta. 
- Mas ele não chamou por vocês, quando viu que e ficava trancado lá dentro? - Perguntei.
- Chamou. - Foi a resposta.
- Então e vocês não ouviram? - Pergunto, estupefacta.

Resposta envergonhada: ouvimos....

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

A estupidez confundida com boa vontade e com grande bondade

Imaginem esta situação:
Um homem acorda de manhã para o informarem de que a mulher lhe matou as filhas. Fica também a saber que é agora uma personagem famosa no país, espécie de inimigo público número um, que todos o detestam e que a mulher é uma mártir. Logo a seguir, começa a receber ameaças de morte. 
Como se explica isto? Foi o que aconteceu.
Aparentemente, tudo se explica com uma atitude de grande tolerância do povo português, tudo só bons sentimentos. Ou a influência da comunicação social no seu pior. É a massa acrítica.

Sobre a tragédia de Caxias.
Precisamos de refletir mais e de reagir menos. É muito fácil ser muito bom e muito simpático, ao mesmo tempo que se destrói um ser humano.

terça-feira, fevereiro 16, 2016

Só temos dois Óscares



Nos Estados Unidos todos os anos se considera que houve, nesse ano, muitos artistas bons, maravilhosos: atores, realizadores, guionistas, etc. os Óscares, por exemplo. 
Em Portugal, em 500 anos, nós achamos que só houve dois bons: Camões e Fernando Pessoa. E ainda nos queixamos...

sábado, fevereiro 06, 2016

Vitória ou derrota? Sinónimos?



É hoje consensual dizer-se que os professores conquistaram muita coisa com as suas lutas, o que agora designam por "interesse corporativo". Após uma dessas lutas, com grande greve, tivemos uma vitória tão estrondosa, que me deixou estupefacta. Nos dias que se seguiram, todos os jornais noticiaram o que chamavam a estrondosa derrota dos professores. É o que acontece agora com a estrondosa derrota / vitória do governo face a Bruxelas.


E outras bruxas. 

P.S.: como os jornalistas se encontram ao serviço do grande capital, basta folhear os semanários de hoje para fazer essa constatação, os professores foram sempre considerados miseráveis e mártires até ao governo de Sócrates e da sinistra ministra ministra. De um dia para o outro passaram a ser considerados privilegiados. 

Dito de outro modo, de derrota em derrota até a vitória final.

domingo, janeiro 26, 2014

PARA QUANDO UM REFERENDO SOBRE O QUE OS PORTUGUESES CONSIDERAM SER: "EDUCAÇÃO"?

DEVERIA HAVER UMA PROFUNDA REFLEXÃO EM PORTUGAL, SOBRE A EDUCAÇÃO. ESTE TEMA, SIM, MERECIA UM REFERENDO.

 UMA DAS PERGUNTAS SERIA: COPIAR É NORMAL, OU É O PRINCÍPIO DA CORRUPÇÃO, DA PROMOÇÃO DA MEDIOCRIDADE, ENSINADO LOGO NAS ESCOLAS? 
- QUAL É A PENA QUE EXISTE PARA COPIAR? 
- OBVIAMENTE, A PENA É PARA O PROFESSOR QUE APANHA O ALUNO A COPIAR.

EM FRANÇA, A PENA PODE SER GRAVÍSSIMA, INIMAGINÁVEL PARA NÓS.
EM INGLATERRA EXISTE UMA MENTALIDADE CONTRA.
EM PORTUGAL, MUITOS PROFESSORES CONSIDERAM QUE COPIAR É NORMAL:
- VAIS-ME DIZER QUE TU NÃO COPIAVAS? TÁS À ESPERA QUE EU ACREDITE?

ESTES ALUNOS, QUE NÃO ESTUDAM, NÃO LÊEM UM LIVRO, QUE SÃO PERITOS A COPIAR, SERÃO OS DUXES (DUX) QUE FARÃO RASTEJAR OS OUTROS.

ENSINAM OS OUTROS A RASTEJAR PORQUE ELES, XICOS ESPERTOS, VÃO DOMINAR A NAÇÃO. CLARO. COMO ACONTECE COM OS QUE ESTÃO AGORA NOS LUGARES DE PODER.

PORQUE UMA MASSA ACRÍTICA TUDO ACEITA E TUDO LEGITIMA. NESTA TERRA IMUNDA, DE QUE MUITOS COMEÇARAM, OUTRA VEZ, A FUGIR.

VER AQUI: Praxe, polémica e violência, uma história com séculos

ISTO É PARA NEM REFERIR OS TRABALHOS UNIVERSITÁRIOS QUE SE COMPRAM E SE VENDEM, INCLUINDO TESES, OU QUE SE PLAGIAM, ETC. OS ESTUDANTES QUE ASSIM OBTÊM AS CLASSIFICAÇÕES E OS CURSOS NÃO SE SENTEM INFERIORES AOS OUTROS, BEM PELO CONTRÁRIO, ATÉ SE GABAM DISSO.

quinta-feira, janeiro 09, 2014

Você sabe quem é a criatura que dá nome à sua rua?

Rua Ferreira Borges, Mercado Ferreira Borges, Escola Ferreira Borges. Sabem quem é esta criatura, Ferreira Borges? É necessário renomear as ruas e os sítios das nossas cidades.

Muitas das nossas ruas têm nomes que eram importantes há cerca de 100 anos, como hoje existem nomes importantes nas revistas Caras e VIP. Hoje, toda a gente sabe onde fica determinada rua, mas ninguém sabe quem é a criatura que lhe deu o nome.

No Porto, quem não sabe o que é o Mercado Ferreira Borges? E em Lisboa, muitos estudaram ou trabalharam na Escola Secundária Ferreira Borges e conhecem bem a Rua Ferreira Borges. Hoje, a Escola Ferreira Borges já não existe. Fundiu-se com a escola Rainha Dona Amélia. A própria Rainha Dona Amélia é uma figura pouco relevante da nossa história, a que os americanos chamariam "looser" :)
E quem sabe quem foi essa criatura, Ferreira Borges? Resposta: foi um jurista da 1ª República, que escreveu o primeiro código comercial português. Decalcado, evidentemente, do código comercial francês e muito diferente do inglês.
Aliás, os nossos códigos de leis têm muito que se lhes diga. Como quando uma corveta portuguesa capturou piratas mas teve de os libertar, porque a lei portuguesa não contempla a pirataria, considerando-a coisa do passado remoto. Ou como quando um "crime" informático não existe, ou não existia há uns anos, por não estar nos códigos de leis, que não previam modernices.
A justiça anglo-saxónica vai pelos princípios e nunca tem destes entraves.

Vamos ter uma Avenida Eusébio? Muito bem. E alguém sabe onde ficam as ruas Sophia de Mello Breyner ( não existe em Lisboa) , Rua Natália Correia, um beco, Rua José Saramago, Rua Eça de Queirós, Rua Camilo Castelo Branco, Rua Cesário Verde, um dos poetas de Lisboa...

Você sabe quem é a criatura que dá nome à sua rua?

Já morei, em Lisboa, nas ruas: Engenheiro António Maria Avelar (um beco giríssimo, um nome tão grande, uma rua tão pequena...) General Pimenta de Castro...  não me lembro das outras, mas depois digo.





quarta-feira, janeiro 08, 2014

DESENTERREMOS OS MORTOS.

DESENTERREMOS OS MORTOS.
ENTERREMOS OS VIVOS.
DESTERREMOS OS OUTROS VIVOS MAIS JOVENS: OS JOVENS -  PARA BEM LONGE!


DESENTERREMOS OS MORTOS. POR EXEMPLO, O EUSÉBIO. PARA OS ENTERRARMOS NOUTRO SÍTIO. EM FUNÇÃO DOS NOSSOS INTERESSES.

DESENTERREMOS OS MORTOS. POR EXEMPLO, O EUSÉBIO.

EXPLOREMOS OS APOSENTADOS. ROUBEMOS TUDO ÀQUELES QUE AINDA NÃO SE APOSENTARAM. DESEMPREGUEMOS OS EMPREGADOS.
DESENTERREMOS OS MORTOS. PARA OS ENTERRARMOS NOUTRO SÍTIO. EM FUNÇÃO DOS NOSSOS INTERESSES.


(Após a sessão contínua do"enterro" de Eusébio, fiz uma profecia: depois de o enterrarem, vão desenterrá-lo e enterrá-lo outra vez.) O jeito que nos dão estes eventos! Cavaco disse que o amava, todos o amaram...


quarta-feira, maio 30, 2012

Mentalidade contra a incompetência

Todos os dias nos deparamos neste país à beira-mar e à beira de um ataque de nervos, com a mais descarada das incompetência em toda a espécie de profissões. Será só a mim que acontee às vezes deparar-me com várias situações confrangedoras, todas no mesmo dia? de fazer perder a paciência a uma santa...

Mas os portuguesinhos, quando criticam, é toda a classe médica, todos os professores (incluindo todos os graus de ensino), todos os condutores da carris, etc.

Não passa pelas nossas pobres moleirinhas que devemos agradecer a alguns destes por serem bons ou mesmo ótimos, apesar de não ganharem nada com isso, nem ganharem mais do que os outros.

Começa  logo por haver pessoas que tiraram cursos superiores a copiar, a plagiar ou a comprar trabalhos feitos por encomenda e há mesmo quem se gabe disto. Estas pessoas não estão, obviamente, preparadas para a profissão que desempenham e, além disso, trabalham pouco (e mal) e faltam muito.

Até recentemente e mesmo agora, não é possível despedir esses trabalhadores, sobretudo se trabalham para o Estado. Com os últimos governos, aconteceu mesmo algo imprevisível: se essas pessoas são funcionárias públicas, com a nova avaliação, têm notas superiores às dos colegas. 

Estranho? Porquê? É fácil. Sendo o portuguesinho tão frágil e delicado, sente uma indestrutível necessidade de ser elogiado. Estas criaturas incompetentes, baldas e oportunistas, muito naturalmente tecem os mais generosos e rasgados elogios aos avaliadores, para, nas suas costas, lhes fazerem as críticas mais inconcebíveis.
Ter caráter? Isso já não se usa. Mas alguma vez se usou nesta terra? Basta ler a literatura antiga..

E tudo passa, assim, nesta massa acrítica e acéfala que é a sociedade portuguesa. 

Até nos darmos conta de que está tudo a correr mal e que já não vamos a tempo fazer nada.

terça-feira, abril 24, 2012

Les paradis artificiels / les enfers artificiels







Os paraísos artificiais, Les Paradis Artificiels, título de um livro de Baudelaire, (homem que vivia muito à frente da sua época), os paraísos artificiais são também, no mínimo, infernos artificiais.


Vejamos o caso da Disneyland, que só conheci recentemente e por motivos alheios à minha escolha.


A criatura que desempenha o papel de Minnie é todos os dias aclamada mais do que uma vez por milhares de pessoas, mas nenhuma olha para ela. Só para a máscara.
Que inferno será sentir os olhos da multidão postos em nós, sorrindo, meigos, doces, admirativos, mas  sem nos verem...
E ouvir o patrão, ou alguém do género, criticar:
- Tu não és engraçado / a
- Tu já faltaste duas vezes neste mês. Tu pensas que eu ando a roubar?!


A Minnie não pode vacilar, the show must go on...


- Ouve, eu já não suporto aquele gajo! Salta-me para a espinha, eu até cedo, mas depois ele quer o quê? O quê?! - diz a Minnie, ainda vestida com as vestes da dita.


- Eu estou estafada de andar aqui a dançar, cheia de speed, toda a gente me diz adeus, dançam comigo... e depois, quando saio daqui, ninguém me conhece!
- Fora daqui! já foste substituída!
- Substituída? Eu sou a Minnie... como me podem substituir a mim? A mim?
- A outra Minnie já lá vai. Atrasaste-te. Rua!


Disneyland, lugar onde os adultos vão brincar como crianças... para poderem esquecer e para poderem deixar passar as fraudes, as corrupções, as rebaldarias, que nos fazem cada vez mais pobres e cada vez mais idiotas. 

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

O que é um blogue?

Comecei por descobrir uma máquinas fotográficas chamadas Lomo e o conceito de Lomografia: fotografar o mundo.
As máquinas eram baratas e a ideia era genial: em vez de o Gogol ou o Balzac andarem a descobrir e a inventar e a escrever a comédia humana, ou o drama, ou as duas coisas, simplesmente um rapazito fotografava o jantar em casa dele e o baile na discoteca onde ia, ou mesmo o baile dos bombeiros, se os houver.
Depois, é simples... apareceram os blogs... ou talvez já existissem.
Antes disso, o bom senso e o bom gosto eram feitos pelos jornalistas ou por alguém por eles, nos jornais. Os jornais mais cultos eram os mais chatos, intragáveis, mas tinham autoridade:a prova disso era que não era qualquer um que os entendia... muito menos era qualquer um que os punha em causa de forma séria...
Agora os blogs: os jornais e os jornalistas tentam controlá-los, mas duvido que consigam...
Todos os jornais publicam a lista dos melhores blogs, mas o que é isso dos melhores blogs? Os mais chatos?
Em Portugal, os melhores escritores e os melhores artistas , ou estiveram presos, ou foram ignorados no seu tempo.
Vamos continuar a confiar nessa gente? Nos que fazem o bom senso e o bom gosto? E que se enganam por sistema, precisamente nesse aspecto?
Eu penso que não. Vamos ignorar essa gente e fazer a nossa vida e o nosso caminho.
Afinal de contas, o resultado de tanta opinião sábia e de tanto bom gosto, foi e é a Massa Acrítica!