segunda-feira, julho 04, 2016







Como a minha mãe gostava muito da rainha Santa Isabel e como a sua festa é hoje, aqui no bairro, fui ver a benção do pão e das rosas. Cerimónia curta mas muito comovente e no fim deram-me esta rosa e esta saquinha com um pão. E comprei o livro de banda desenhada. Os cânticos eram lindos, pareciam ser africanos e os padres (ou 0 padre, não sei porque agora há muitos vestidos de branco) também abençoaram quem faz anos hoje, incluindo o padre que falou e as mulheres de nome Isabel.  O padre disse que este milagre das rosas era "truque de família", já que a tia-avó, Santa Isabel da Hungria, também o fez. Os padres andam saídos da casca. Ainda bem.

Na cerimónia só não gostei das vénias, que me pareceram demasiado veniais, do padre ou dos vestidos de branco (vestidos de padre?) ao presidente da câmara e ao presidente da junta. Mas são pecados veniais, pois foram eles que pagaram (Eles? Nós?). 


A igreja está em restauro e deve ficar ótima. O altar mor tem uma nova estrutura (garantiram-me que não existia antes) que faz lembrar a Torre de Santa Bárbara, mas não deve ser. Vê-se ali ao fundo. A pessoa com quem falei julgava que era uma estrutura transitória de madeira. Inauguração pública Terça-feira, 19 de Julho às 17:30 - 20:00.


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As outras fotos são da festinha propriamente dita, que tem melhorado, pois não é bem um tradição. É uma das muitas "tradições novas" de Lisboa.


Uma das fotos mostra como assam um porco inteiro e oferecem sandes de porco assado gratuitas a quem quiser. É a parte pagã da festa, ou talvez a medieval. Mas, depois desta cerimónia tão bonita e dum dia tão bonito, não só por este motivo, mas por outros inconfessáveis, decidi fazer um dia vegetariano. Esta é minha maneira de ser religiosa. Ah, que pena, lembrei-me agora que, a meio da manhã, comi um rissol... não me peçam perfeições, por favor. :) 


A rainha morreu em 4 de julho, faz hoje 677 anos. Muitos.

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