terça-feira, junho 21, 2022

Será que a UE vai sobreviver a esta guerra? Com líderes que parecem querer destruí-la?

 


A Ucrânia acaba de proibir todos os partidos de esquerda, incluindo o segundo mais votado, num total de dez, continuando o parlamento a funcionar só com a direita. 

É assim que a Ucrânia representa e defende os valores democráticos europeus e ocidentais? É integrando nas forças armadas batalhões de mercenários neo-nazis? É por isso que lhe damos armas e mais armas e mais armas? Quando Zelensky suspendeu estes mesmos partidos, mais um, foi acusado de mostrar que era igual a Putin.

Outro aspeto curioso: então, mesmo agora, há assim na Ucrânia tantas pessoas a favor da Rússia, que não concordam com a independência, não condenam a invasão? Não deveriam os jornalistas entrevistar estes líderes partidários? Se estiverem vivos? Um destes partidos é socialista e nazi. Imaginemos como serão os da direita. 

Na altura, consideraram que este foi o primeiro erro de Zelensky, depois da guerra. 

Já que gostamos de fazer comparações, imaginemos que o Marcelo proibia o PS, o BE, o PCP, os Verdes e o IL, mas o parlamento continuava a deliberar em nome do povo que o elegeu… para entendermos esta guerra que começou há oito anos, não deveríamos saber muito mais? Ouvir outros corpos sociais, em vez de ouvirmos sempre o comediante?


Será que a UE vai sobreviver a esta guerra? Com líderes que parecem querer destruí-la? 

Quais são os nossos valores? Podemos pô-los de lado? 

domingo, junho 19, 2022

Guerra na Ucrânia: o Capuchinho Vermelho é o Lobo Mau

 

A ideia de que esta guerra é uma guerra entre os bons e os maus (ou como diz o Papa, entre o Capuchinho Vermelho e o lobo mau), conduz à ideia de que a guerra tem de continuar até vencerem os bons, o que é uma ideia absurda e cruel. Além de muito romântica.

Os chamados bons (que incluem grande número de torcionários neo-nazis, todos eles tatuados com a cruz gamada) estão a perder mil soldados por dia (entre mortos e feridos) para além de perderem uma grande quantidade de soldados desertores. Estes militares estão a ser substituídos por pessoas sem qualquer experiência, treinadas à pressa e tudo isto tem sido noticiado. Estes substitutos são chamados “voluntários” e incluem todos os homens ucranianos civis entre os 18 anos e os 60, recrutados e proibidos de saírem do país, fora os muitos que fugiram.

Acreditar que estes homens, com as armas americanas sofisticadas que vão chegar em fim de outubro (exigindo grande especialização militar), vão recuperar tudo o que os militares experimentados e frescos perderam e ainda vão derrotar a Rússia, o que vai acontecer no dia de São Nunca, faz prolongar indefinidamente o sofrimento dos ucranianos, a destruição da Ucrânia (agora também já feita pelos próprios ucranianos contra os territórios ocupados), faz aumentar exponencialmente a poluição do planeta. 

É preciso alterar esta narrativa do Capuchinho Vermelho, pressionar os governos com a opinião pública, acabar com a guerra, esta e outras. 

Os fabricantes de armas que estavam, até há pouco tempo, em crise, estão agora nas suas sete quintas … são os únicos vencedores de todas as guerras. 

Se isto é teoria da conspiração, partilhada pelo Papa, por Kissinger, pelos generais de todo o mundo, gostaria de saber quais são os argumentos lógicos que a contradizem. Lógicos, não emocionais.

(Imagem da Internet)

segunda-feira, junho 13, 2022

Heróis a fingir, vitórias a fingir, derrotas a fingir

 


Estamos a “viver” uma guerra que causa um imenso sofrimento, não só na Ucrânia, em quase todo o mundo, mas ninguém deseja que ela acabe.

Embora impossível, todos esperam pela vitória de Zelensky, que vai acumulando sucessivas derrotas. 

A explicação para todos este teatro? É ser um teatro. É tudo a fingir, heróis a fingir, vitórias a fingir, derrotas a fingir.

A comunicação social do ocidente, depois de fazer censura à informação vinda da Rússia, vai alimentando uma ficção cujo único efeito é o prolongamento da guerra. 

Alegadamente, tudo isto é a favor do povo ucraniano, mas quem tem amigos destes, não precisa de ter inimigos. 

De dentro do seu bunker, Zelensky não permite a retirada das tropas pedida pelos comandos ucranianos, pois quer fazer-se de herói com o sangue dos outros e está a conseguir.

Quando cair, como muitos caem, será de cabeça para baixo, quebrados os pés de barro.


(Imagem:fotografia de Jornal da RTP 1, em 13 de junho)


domingo, junho 12, 2022

Camões, Santo António e tudo…

 



“Se não os podes vencer, junta-te a eles” diz o ditado. Estes nossos provérbios têm a ver com as nossas conquistas ultramarinas, colonização, emigração, que sei eu? Para além dos provérbios que são comuns a todos os europeus e dos aforismos, que são citações de autores famosos e que se confundem com estes. 
No meu caso ”vertente”, depois de passar três noites sem conseguir dormir em condições por causa do barulho das festas dos santos populares, como não gosto de dormir de dia, nem de pôr tampões nos ouvidos, hoje vou juntar-me a eles… Viva o Santo António! 
Uma das experiências espirituais mais bonitas que tive na vida passou-se, não na linda capela do Santo António de Lisboa, mas em Pádua, junto do túmulo de Santo António de Pádua, na catedral imensa como mesmo nome. 
Por cima do túmulo e embora eu não tenha conseguido vê-la, está, segundo dizem, a língua incorrupta de Santo António. De tanto pregar bem, a sua língua ficou assim… segundo dizem. As experiências espirituais não escolhem hora nem data, são momentos que podem acontecer na floresta da Amazónia ou em qualquer outro lugar.
Em Lisboa só temos um ossito do dedo, como relíquia de Santo António 🙂  ou talvez dois, a Câmara de Lisboa ainda não se lembrou de instituir esta capela como turismo religioso… 
Nada disto tem a ver com o facto de eu não ter dormido nada de jeito desde quinta à noite, mas não é todos os anos que o dia de Camões é à sexta e o dia de Santo António é à segunda!!!
Só falta o dia de Cristiano Ronaldo, talvez a 14 ou 15 de junho…