segunda-feira, novembro 29, 2021

Praias de vidro, ou o lixo transformado em beleza pelo mar


 


A primeira destas praias (duas primeiras fotos) fica na Sibéria, perto de Vladivostok, a segunda (terceira foto) fica na California.

Ambas resultam da transformação que o mar fez a resíduos de vidro e cerâmica que as fábricas lançaram nas imediações.

Nem tudo se perde, afinal.


Estas praias são designadas em ingles por Glass Beach e há mais aqui. Há muitas.

Clicar neste link


quinta-feira, novembro 18, 2021

São Martinho (de Tours) castanhas e vinho, fraternidade (exceto com os porcos) e muita arte

 









São Martinho de Tours não ficou conhecido por ter realizado um milagre, simm por ter realizado um ato fraterno. Aliás. protagonizou m ato fraterno entre classes, o que ainda hoje parece ser um milagre.

Santo muito popular mas tambem inspirador de muitas obras artísticas, vemos aqui algumas pintura que lhe são dedicadas.

Num dia muito frio, São martinho viu um pobre quase nu. Apiedado, o santo rasgou com a espada metade do seu manto e ofereceu-lho. Tendo ficado ele próprio um pouco exposto ao frio, como recompensa, o tempo aqueceu. 

O tempo quente nesta época, que os metereologistas, muito prosaicamente, atribuem a correntes quentes e anticiclones, chama-se verão de São Martinho e é ele mesmo um milagre que muitos de nós apreciamos, aqui em Portugal. 

Um milagre que gostamops de acompanhar com castanhas assadas, muito vinho e jeropiga, ou água pé... a caridade não parece ser uma tradição destes dias prolongdos, pois são vários os dias de temperatura amena.

Seguem aqui vários proverbioos relativo a a estes dias, enfatizando o facto de ser nestes dias que se abrem as pipas de vinho e que se abatocam: as rolhas (batoques) ficaram desde outubro ou setembro apenas encistados apra deixarem entrar o ar. Agora abatocam-se. Enfatizando a tradição de matar o porco por esta altura (agora, com ads arcas frigoríficas, mata-se emq aulquer altura, mas antigamente esperava-se que o frio do inverno, junatente com o sal das salgadeiras conservasse a carne. Sem mencionara s castanhas novas, que ficam boas nesta época.

· A cada bacorinho vem o seu S. Martinho.

· Em dia de S. Martinho atesta e abatoca o teu vinho.

· Martinho bebe o vinho, deixa a água para o moinho.

· No dia de S. Martinho, fura o teu pipinho.

· No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.

· No dia de S. Martinho, mata o porquinho, abre o pipinho, põe-te mal com o teu vizinho. (sic.)

· No dia de S. Martinho, mata o teu porco, chega-te ao lume, assa castanhas e prova o teu vinho.

· Pelo S. Martinho abatoca o pipinho.

· Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.

· Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.

· Veräo de S. Martinho säo três dias e mais um bocadinho.

Imagens

A primeira imagem: Pintura original de Giovanni Canova.

A segunda imagem: Escola de Domenico Ghirlandaio – Oratório de San Martino, Florença.

A terceira imagem : São Martinho e o Mendigo, de El Greco.

segunda-feira, novembro 15, 2021

Como é que imaginamos os nossos monstros?




Como é que imaginamos os monstros que povoam a nossa imaginação, ou pelo contrário, os seres benéficos? Estes últimos parecem ser mais difíceis de representar. 


Estas são algumas das fotos de Charles Fréger, um fotógrafo que viajou durante anos retratando estas máscaras, que recolheu no livro ′′ Wilder Mann ".

São tradições da Europa, todas elas, representando o homem selvagem.














domingo, novembro 07, 2021

O Cântico do Mundo... o canto do mundo?

 



Encontrei este livro, Le Chant du Monde, numa cabine de trocas, velho, estragado. Comecei a lê-lo ainda lá dentro e li-o todo de um fôlego. Não conhecia a obra nem o autor, o francês Jean Giono, do século XX, mas tenciono ler os outros que escreveu. Algumas das suas obras estão traduzidas para português. Destas, a mais conhecida e, aliás, muito popular é O Homem que Plantava Árvores, um pequeno conto apresentado com formato de livro.

Le Chant du Monde trata da relação do homem com a natureza, uma relação ainda íntima e autêntica. As descrições, muito belas, têm muito de poético, mas também têm um tom antigo que se perdeu para sempre. 

Interessante a simbiose da linguagem poética com a linguagem apenas prosaica e narrativa, que se encontra agora na melhor literatura, não a literatura comercial, mas aquela que se vai insinuando e impondo, apesar dos pesares.

Muitos escritores contemporâneos pretendem refazer essa união do homem com a terra, mas não conseguem escrever como os escritores antigos, autores dos séculos XIX e XX. 

Não conhecem os nomes das árvores e muito menos conhecem o modo como o vento lhes agita as folhas, ou o ruído que faz o tronco ao ser abanado por um vendaval, diferente conforme a espécie e a idade, ou o odor caraterístico de cada erva. O modo como tudo muda com a  humidade, com o frio, com o calor...Não conhecem a alma da natureza nem o cântico (o canto, os cantos) do mundo. Jean Giono conheceu, amou e descreveu tudo isto.