Quarta-feira, Julho 08, 2009

Exames Nacionais: Mais uma Palhaçada

Uma estudante salta de alegria e grita bem alto:
- Tive 10 a Português! Tive 10!
- Está contente por ter 10? - pergunta-lhe uma professora, surpreendida.
- Claro, Stôra. Então não havia de estar? Passei!
Ao lado, duas outras alunas estão sem fala e em estado de choque. Razão: também tiveram dez a português. Costumavam ter 17... junto delas, um rapaz tenta segurar as lágrimas: teve 12.
Entram, a seguir, três alunos felicíssimos: tiveram 17 e 18, exactamente as notas que costumam ter sempre.
Explicação para esta diferença: chamam-se Ricardos e Teresas.
Estranho? Não. É que, a partir da letra R, os exames foram corrigidos por outra professora, uma professora competente, que "acertou" com as classificações que os alunos mereciam.
Dir-se-ia que este é um caso inédito, esporádico, mas não: aconteceu um pouco por todo o país, vem nos jornais, embora na página 12. A gripe A e o Michael Jackson roubaram lugar este tipo de informação.
Explicação para isto? Difícil de explicar, pois os factores são muitos. Mas aqui vai uma tentativa.

Dada a dificuldade de correcção dos exames de Português por ser muito subjectiva e por depender muito da pessoa que corrige, o ministério inventou, no ano passado um novo sistema: para além dos critérios de correcção públicos e publicados, há uns novos, decididos pelos supervisores e transmitidos aos correctores. São transmitidos oralmente, não há nada escrito, mas são para cumprir. (Qual será a legalidade de tal coisa?)
Tendo a intenção de diminuir a subjectividade e mesmo a arbitrariedade, de facto aumentaram-nas exponencialmente. Quanto mais critérios secretos, mais confusão.
Não esquecer que há professores competentes, bons, muito bons, incompetentes e assim-assim. Cumpridores, baldas e assim-assim. Professores que têm, ou a quem falta, bom-senso e bom-gosto.
E alguns dos mais competentes reformaram-se a meio deste ano lectivo.

VER TAMBÉM AQUI- clicar por cima

Segunda-feira, Julho 06, 2009

Renunciar à Nacionalidade Portuguesa

Maria Jão Pires, consagradíssima pianista, ameaça renunciar à nacionalidade portuguesa por se sentir incompreendida em Portugal. Duvido que o chegue a fazer, mas...

José Saramago, consagradíssimo escritor, que nunca seria internacionalmente reconhecido se não o tivesse sido primeiro no país e se não tivesse a promovê-lo o poderoso lobby do PC, ideologia que ignorou quando recebeu aquele dinheiro todo, também fez a mesma ameaça pelo mesmo motivo e acabou por ir viver para Espanha, alegadamente por não se sentir bem aqui. Notem que é possível alguém ir viver para outro país por se sentir muito bem nessa terra, não se sentindo propriamente mal nas outras.

Miguel Sousa Tavares, "consagratíssimo" jornalista e escritor, diz que tenciona ir viver para o Brasil, por estar zangado com Portugal.

José Saramago acha que João Pires pode mudar de ideias (porque será que pensa assim?) e diz que tanto lhe faz que Sousa Tavares vá para o Brasil ou para Marte.

Agora reparem: se estes "consagratíssimos" estão tão revoltados com Portugal, imaginem como se poderão sentir aqueles artistas e escritores que são ignorados ou desvalorizados.

Entre os quais se incluiu, por exemplo, Fernando Pessoa. Que nunca foi, nem quis ir, para lado nenhum.
A mim tanto me faz que estes três vão para Marte ou para a China, mas parece evidente a conclusão de que escolhemos mal os que consagramos e que se somem daqui assim que se apanham com os louros.

VER AQUI

Domingo, Julho 05, 2009

Roubar Também é Falta de Educação: se for pouco

Nalguns países, quem comete grandes crimes é preso e condenado. Como o Madoff, que foi condenado a 150 anos de cadeia. Terei lido bem? 150? Isso quer dizer que, se nós formos à USA, nos arriscamos a apanhar 150 anos de cadeia, para nem falar da pena de morte, se formos encontrados no sítio errado à hora errada e confundidos com algum criminoso(a). Ditado popular:

- Boa festa faz quem na sua casa fica em paz!

O nosso bom Marinho Pinto diz que é uma vergonha para Portugal este homem (Madoff) ter sido rapidamente condenado, quando aqui nunca se passa de suspeitas.

- Boa festa faz quem na sua casa fica em paz!

Como digo num anterior post, a única coisa em Portugal que não se pode admitir é a falta de educação: coisa de pobres e de pés rapados. Nada europeu.

Para tentar esquecer que há poucos anos, só há 1 ou 2 gerações, segundo o ponto de vista, éramos todos pobres e pés rapados. E em muitos países da Europa também. Ou quase todos. Mas os outros podem bem com isso.

Acusações, pequenos delitos, mania de criticar, é tudo falta de educação.
Só vão presos os que roubam carteiras nos autocarros: roubar os pobres é falta de educação: se for pouco.

Se for muito dá prestígio. e é sinal de boa educação. Somos roubados pelo Maddof e pelos políticos portugueses, banqueiros portugueses, enfim, pela rica élite da nossa pobre sociedade.

- Boa festa faz quem na sua casa fica em paz!

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Única Coisa Proibida em Portugal: A Crítica, Claro

Motivos para a demissão dum ministro:
- Suspeita de Corrupção?
- Tás a gozar? E como teria chegado a ministro se fosse santo?
- Fortíssimas suspeitas de corrupção?
- Tás a gozar, minha?
- Acusações de roubar o estado e prejudicar o país?
- Ah? Não sejas ingénua, Nadinha.
- Fortes suspeitas de pedofilia?
- Não.
- Então não estou a ver nenhum motivo!
- Tás a gozar?
- Qual é o motivo?
- Fazer gestos. É parolo e fica mal. Só os italianos é que fazem gestos, porque são parolos e porque têm a máfia.
- Mas, o ministro fez algum gesto obsceno? Igual àquele do Pedro Abrunhosa? - Perguntei eu, pois raramente vejo o telejornal.
- Tás a gozar? Os políticos não fazem gestos obscenos. Para além de ser parolo e pouco europeu...
- Pouco europeu? Então tu não disseste que os italianos são os que fazem gestos?
- Mas não queiras comparar, os italianos...
- Quem me dera poder comparar. A Itália faz parte de G7 e G8, até recentemente os 7 e 8 países mais ricos do planeta (ainda sem incluir a China), é também um dos mais ricos, senão mesmo o mais rico em arte, música popular e erudita, tem uma cozinha que...
- O ministro foi demitido porque fez o gesto de corninhos.
- Corninhos? O que é isso? Coisas de criança?

Em resumo. Não sei se já repararam: a única coisa que se rejeita neste pequeno país das bananas, que nem sequer tem bananas a não ser na Madeira, que já pediu a independência várias vezes (lá se vão as bananas... e pouco mais), enfim
A única coisa que se rejeita , digo eu, é a falta de educação.
Que normalmente significa crítica. Chama-se mal educada a uma pessoa que tenha o hábito e expressar opiniões críticas. Sobretudo se o fizer de forma explícita e exuberante!

Quinta-feira, Julho 02, 2009

E Ainda...


Cá está o original, A Estalagem e mais uma peça, A Ilha das Cruzes. Uma tragédia seguida de uma comédia.
Andava há Séculos para publicar estes dois textos, mas há sempre um momento para tudo.
Agora que já não estou doente, vou descansar.

CLICAR AQUI

Terça-feira, Junho 30, 2009

Mais um dos meus livros: outros virão


Cá está como prometido no blogue Escrevedoiros. Ver o que lá digo sobre o assunto, na mesma data, 30 de Junho de 2009.

Com tudo isto, sinto-me muito satisfeita: nariz novo e livro novo. LOL.

Profecia do Papa

"O declínio dos valores éticos pode levar ao colapso das leis do mercado". Esta frase data de 1985 e foi escrita pelo Papa Bento XVI, na altura Cardeal Joseph Ratzinger. 24 anos após esta "profecia financeira", como lhe chamou o ministro das Finanças italiano, o Pontífice publica a primeira Encíclica sobre economia. "Caritas in Veritate".

"Caritas in Veritate" é o primeiro documento oficial do Papa Bento XVI sobre economia e deverá ser publicado ainda este mês (a data mais provável é 29 de Junho). A sua publicação tem sido adiada devido à grave crise económica e financeira que tem afectado o mundo inteiro.


Fonte: bpionline

Segunda-feira, Junho 29, 2009

O que é o amor?

Mil vezes me tenho feito esta pergunta, embora nunca a tenha feito aqui.
Surgiu-me de novo ao ler o artigo que refiro no post anterior, com a entrevista e a biografia de Jan Morris, antigo James Morris.
Quando era homem, amava as mulheres ao ponto de ter casado com uma. Quando se transformou em mulher, o que foi para ele um imperativo, como para todos os que o fazem, (um imperativo e não uma opção, segundo dizem), continuou a amar as mulheres, ou aliás, a mesma mulher.
Não menos interessante é o caso da sua esposa. Pessoa, digamos assim, normal, amava os homens e depois da transformação passou a amar as mulheres. Ou mais exactamente, continuou a amar a mesma pessoa, também. A mesma, ou outra?
Será assim, ou amamos pessoas e não homens ou mulheres?
Procuramos e sexo oposto porque é normal e portanto mais prático? Ou porque aquela pessoa está mais à mão? Será por amor que a maioria das pessoas se junta, ou por comodismo?
Como não sou muito vocacionada para o amor, posso levantar todas estas questões, dado que nada, nesta área e noutras, me parece ser evidente.