sábado, setembro 24, 2016

Portal da Queixa

Conhecem isto? Mas algumas pessoas acham que fazer queixa é pidesco, é mais simpático aguentar...



Portal da Queixa - Clicar aqui



Amor de mãe? De pai? Distração? Preguiça?

Uma minha amiga contou-me isto:

"Trabalhei como professora em duas escolas em que o nível sócio-económico dos alunos é elevadíssimo. 
Um dia, uma aluna do oitavo ano escreveu-me numa redação que tinha sempre perante os olhos aquele momento em que viu o irmaozinho, dizia o nome, morto na piscina da casa, por culpa dela e da irmã, que se distraíram a ver a telenovela. 
Meses depois, conta-me noutra redação que ela e a irmã escaparam por pouco de morrer num incêndio numa estância de esqui. Aqui, a culpa não era delas: o hotel tinha dois prédios, elas estavam num, os pais no outro. Foram salvas por um camareiro, ficaram muito felizes quando se juntaram todos. Por acaso, estas meninas chegaram a adultas."


"Uma outra minha aluna contou-me que os pais se adoram um ao outro e que a veem como uma intrusa à sua intimidade. Detestam-na, embora não façam nada de concreto para o demonstrar: demonstram-no todos os dias, várias vezes por dia."

terça-feira, setembro 13, 2016

A Grande Vidente Passos Coelho

As videntes esotéricas, tão depressa visualizam catástrofes, como logo a seguir preveem maravilhas. Se só previssem catástrofes não teriam fregueses, pois a adivinhação do futuro obedece à lei da oferta e da procura.

Existem teorias segundo as quais os otimistas acertam mais do que os pessimistas, isto baseado no aspeto económico. Até porque o mundo evolui.
É claro que os políticos só podem ser otimistas, caso contrário mais lhes vale estarem quietos.

A exceção a tudo isto é Passos Coelho. Político que não acredita no futuro, vidente que só prevê catástrofes, português que só vê tudo negro à sua frente, esteja ou não no governo, ainda assim parece ter fregueses....





sábado, setembro 03, 2016

Feira do livro da Presidência da República




Esta feira do livro do Presidente serviu para demonstrar o que já se sabia: as principais editoras portuguesas publicam muitos livros de autores portugueses, mas é quase tudo lixo. Lixo caríssimo, com desconto a maior parte dos livros custava 14,99 Euros e que ninguém compra pois saía quase toda a gente sem livros.
Como quase só publicam livros comerciais, mainstream, ficam muito atrás dos congéneres estrangeiros. E os que são diferentes não os publicam.
Mas os jornais vão dizer maravilhas.

A ideia de fazer está feira é boa e é agradável que o palácio de Belém se torne mais acessível e mais visitável.

Vergonha, malícia e inocência: ainda sobre o burquini, burka e quejandos



Quando, em 1500, Pêro Vaz Caminha chegou ao Brasil, escreveu uma carta a D. Manuel, em que se mostra surpreendido com as pessoas que encontrou.
Embora andem nuas, não mostram vergonha nem têm malícia. O que o leva a concluir que são inocentes e que será fácil ensina-lhes a doutrina de Cristo.
Cinco ou seis séculos depois ( creio que 1500 ainda era século XV, sendo século XVI em 1501, voltamos a esta questão da malícia e da vergonha. 
Brincando com o caso dos burquini, alguns não conseguem disfarçar que o consideram mais decente do que o biquini, mostrando crianças ao pé de adultas nesta indumentária.
Mas é aí que reside a diferença. 
Conseguimos andar de biquini, ou nuas, sem vergonha nem malícia, sem corrermos o risco de um homem nos violar por não ser capaz de se controlar e isto, apesar de a nossa sociedade dar grande importância ao sexo e ao sex- appeal.

Por outro lado, a exibição desses espantalhos em burquini nas cidades e praias europeias é uma afirmação de uma política que nos é adversa e mesmo inimiga. 
Uma política em que não se separa o religioso do profano, a privacidade da promiscuidade, em que a polícia religiosa entra na casa das pessoas para ver o que estão a comer e a beber, ou se estão a comer quando deviam estar em jejum, etc.
Não se trata de liberdade religiosa, trata-se de aceitar a política dos inimigos da modernidade, do laicismo  das mulheres e dos inimigos do cosmopolitismo.

Mas sobretudo, são inimigos das mulheres.

Todos nos sentimos desadaptados deste mundo

Quando somos novos, estamos convencidos de que os "velhos" se consideram velhos e que estão habituados a ser velhos.
Na verdade, todos nós sentimos, em todas as idades, como rapaces ou raparigas ainda não adaptados a este mundo. E ainda um pouco extravagantes.
Porque os que se adaptaram a ser velhos morreram logo. E isto acontece a partir dos 19 anos. 

sábado, agosto 27, 2016

Espiunca e os passadiços

Se formos a Espiunca uma vê por ano, nos últimos três anos encontramos três Espiuncas diferentes e irreconhecíveis.
Uma antiga em que só havia um rebanho de cabras, meuá meia dúzia de casas e uma trsquinha.
Uma que parecia um estaleiro, no ano passado, totalmente destruída no seu isolamento idílico.
Uma com um parque de estacionamento num campo  ainda com vinha, com casas compradas e restauradas por gente das cidades para férias e fins de semana, com barezinhod moderno, a deste ano. 
Tudo por causa dos passadiços do Paiva, claro.
Agora paga-se dois Euros para caminhar nos passadiços, ou um se comprado pela Internet, o ano passado era grátis.
O ano passado era possível fazer todo o percurso, este ano só a metade menos interessante, da Espiunca ao Vau e regresso a pé, pois não se pode ir ao Vau de automóvel.
Este ano também, viam-se pessoas a resmungar porque não queriam ir, ou sem resmungar mas com cara de quem fã um grande frete. 
De resto, é tudo maravilhoso.

Vemos na foto um barzinho ao pé do parque de estacionamento / campo com vinha de casta americano branco, totalmente proibida, mas com uvas muito boas para comer. E para fazer vinho americano. Fica também a poucos metros da praia fluvial.
Aqui toda a gente fala com toda a gente é é possível fazer um picnic nestas mesas, levando a comida e comprando as bebidas, como este verde branco de Castelo de Paiva, Quinta do Valtruto.








quarta-feira, agosto 24, 2016

Portugal nas Olimpíadas 2016



Nas Olimpíadas deste ano só ganhamos uma medalhita castanha, e foi com uma mulher a bater noutra.

 Conclusão: as mulheres portuguesas são as terceiras melhores do mundo a bater no mulherio.

domingo, agosto 21, 2016

O erro do Ocidente é tolerar mentalidades que não toleram a nossa.

II
Quem defende o uso do burquini na Europa também defende que as mulheres possam fazer nudismo no Irão e na Arabia Saudita, ou a sua tolerância tem dois pesos e duas medidas? 

Saberá que há feministas muçulmanas que protestam contra todos estes trajes ridículos, niqab, burka, burkini? Que as mulheres são obrigadas a usá-los, sob pena de serem agredidas na rua? Que nós temos de nos vestir como elas, se formos a esses países? 

Saberá que uma mulher de unhas pintadas pode ser impedida de rezar por "não poder lavar as mãos" e corre o risco de lhe cortarem os dedos?

"O burquini não é uma vestimenta como outra qualquer (...) faz parte de uma estratégia, que se não vier a ser desencorajada por medidas preventivas acabará por alcançar o seu objectivo final: interditar o espaço público às mulheres! " - afirma uma jurista muçulmana. Di também que já poucas mulheres em Marrocos se atrevem a ir a praia de fato de banho, com medo de ser agredida por fanáticos que são obcecados pelo sexo. 

Ver Aqui: http://www.huffingtonpost.fr/fatiha-daoudi/non-monsieur-plenel-le-burkini-nest-pas-un-vetement-comme-les-autres_b_11603446.html

O erro do Ocidente é tolerar mentalidades que não toleram a nossa.

Ver também aqui : http://www.elmundo.es/sociedad/2016/08/26/57bf31f222601dab718b45bc.html

terça-feira, agosto 16, 2016

Portugal mudou para melhor, neste século

Quando vim viver para esta casa, já no século XXI, houve uma noite em que um grupo de arruaceiros virou ao contrário todos os caixotes do lixo da rua e partiu os vidros da nossa porta de entrada. Telefonei para a polícia, contra o conselho duma vizinha velhinha, de que não valia a pena. Eu acho sempre que vale a pena. Quanto mais não seja, para observar. E para poder criticar outra vez, já com mais informação.
Quando acabo de explicar o caso, o senhor polícia pergunta:
- É quem me garante que não foi você que partiu os vidros? 
- Eu?! Então se eu tivesse partido os vidros ia telefonar para a polícia? 
- Claro, telefonava para acusar outra pessoa.
- Mas eu não estou a acusar ninguém, nem vi quem foi...
- Está a ver? Mais me ajuda.
- Então o senhor não vai ao menos tomar nota da queixa?
- Não tomo nota, porque nos telefonam para aqui muitas senhoras a dizer coisas dessas, por isso nós achamos que são elas que partem as coisas e depois...
- Ah, o problema é serem as senhoras a protestar? 

Pela mesma altura, fui abordada na rua por um policia enorme, que disse ter sido meu aluno e estar muito contente por guardar a minha casa. Mas gostava mais de trabalhar numa outra esquadra onde esteve e onde prendiam muitos pretos. Gostava muito de pretos, até aprendeu crioulo, eles falavam entre si em crioulo pensando que ninguém os entendia, enfim, ele gostava imenso de bater nos pretos. Perguntei aos meus botões que educação teria eu dado àquela criatura. Essa não foi.

Fui recentemente à polícia, pedir que me vigiem a casa enquanto estou por fora, como tenho feito nos últimos anos. Fui atendida por uma raparigona simpaticíssima, delicada. Estava a atender amorosamente uma velhinha que chorava e gritava: - "Roubaram-me tudo!". Passou-a a outro polícia mais velho, mas também simpático e só então me atendeu.
Mostrou-me os papeis, pois não conseguia encontrar o impresso, ajudei-a procurar, nem me pediu o documento de identificação.

 Portugal mudou assim tanto para melhor neste princípio de século? Será que temos a noção disso?