sexta-feira, maio 25, 2018

Por que é que os políticos se enganam sempre da mesma maneira, nas declarações que fazem?

É engraçado os políticos enganarem-se sempre da mesma maneira nas declarações que fazem

Nunca se enganam declarando rendimentos a mais ou habilitações literárias a menos. 

Mas que coincidência!

Um engano é um engano. Não? Não?

Mas a massa acrítica continu a avatar sempre nos mesmos.

Prescrição de crimes, a quem beneficia? - Aos criminosos, claro! - Aos que fizeram as leis, claro!

Se pedimos um empréstimo ao banco para comprar uma casa e não o pagarmos, a dívida prescreve? Não. 
Se o banco for à falência, então eu já não devo nada a ninguém ? 
Devo o mesmo.
E os que roubaram milhões ao estado? Não têm de pagar porque o crimes e as dividas deles prescrevem ? 
Sim.
E porque é que nenhum partido propõe que os crimes deixem de prescrever, como acontece em países mais democráticos?
E se fizéssemos uma petição?
- Então, a prescrição de crimes, a quem beneficia? 
- Aos criminosos, claro! 
- Aos que fizeram as leis, claro!

Mas a massa acrítica não permite que nada seja discutido ou criticado. 
Está tudo tão maravilhoso, tão bem!!!!

domingo, maio 20, 2018

Lugares reservados



- A senhora não se pode sentar aí porque a minha irmã está aqui sentada!
- A senhora está enganada. Não está nenhuma pessoa aqui sentada e portanto, vou-me sentar.
- Faz muito bem!
- Também acho.
Sentei-me, descansei e saí, sem aparecer a mulher que estava "ali sentada", no dizer da irmã, e que também estava numa fila interminável para pedir brindes.

Esta mania portuguesinha dos lugares marcados é incrível, sobretudo é incrível haver quem os respeite, ao contrário do seu interesse e de toda a lógica ou de todos direito. Será medo?

Neste caso, havia milhares de mulheres estafadas, meia dúzia de sítios para sentar, mas estavam reservados. Que pena!

(Isto decorre no final de mais uma corrida de atletismo para mulheres, com milhares de participantes.)

quinta-feira, maio 10, 2018

Dia da Espiga









Em Lisboa, quinta feira da Ascensão é o dia da Espiga. Colhem-se, já raramente, compra-se ou oferece-se um armarinho destes, que se dependura na casa para dar sorte, até ao ano seguinte, em que é substituído por um novo.
Para além de ser uma tradição bonita, que embeleza Lisboa neste dia  e as casas o ano inteiro, alegadamente dá sorte. 
Cada planta ou flor tem um dimensão simbólica daquilo que desejamos.

Simbologia da Espiga

Espiga de trigo (em número ímpar): pão;
Malmequer: ouro e prata;
Papoila: amor e vida;
Oliveira (um ramo): azeite e paz; luz, divino;
Videira (1 ramo): vinho e alegria
Alecrim: saúde e força.


A tradição tinha também um pãozinho pequeno, mas essa parte foi esquecida. Algumas poucas vendedoras de espigas trazem o pãozinho para as suas freguesas, a grande maioria não. 

Um dia de alegria em Lisboa, que ainda tem muitas tradições. E não são para inglês ver.

Este blogue tem já vários posts sobre o Dia da Espiga. VER Link abaixo.


domingo, abril 29, 2018

The Terror e a Passagem do Noroeste






Anda a dar na televisão uma serie intitulada The Terror sobre este navio que naufragou em Lisboa e depois disso procurou uma passagem entre América, Europa e Ásia pelo Ártico, a Passagem do Noroeste

Tema muito atual, já que, com o aquecimento global, a passagem é hoje uma alternativa ao canal do Panamá e ao canal do canal do Suez. AMC HD.



VER AQUI


Aqui, informação sobre a Passagem do Noroeste

Acabou por ser atravessada em primeiro lugar por um piloto português, João Martins, ao serviço das Filipinas, em 1588.


"Em 1500, o Rei D. Manuel I de Portugal terá enviado Gaspar Corte-Real à descoberta de terras e de uma "Passagem noroeste para a Ásia". Corte-real chegou à Groenlândia pensando ser a Ásia, mas não desembarcou. Numa segunda viagem à Groenlândia em 1501, com o seu irmão Miguel Corte-Real em três caravelas. Encontrando o mar gelado, mudaram e rumo para Sul, chegando a terra, que se pensa ter sido Labrador e Terra Nova.
Em 1588, durante uma viagem do governador das FilipinasD. Lorenzo Ferrer Maldonado, o piloto português João Martins conseguiu aquela que foi a primeira conquista da Passagem Noroeste, descobrindo também o que mais tarde se viria a chamar Estreito de Bering."

domingo, abril 15, 2018

O Naufrágio, obra de Tagore

O escritor indiano Tagore é um dos maiores poetas indianos, mas também tem romances.

O Naufrágio labora com o facto de que os indianos se casam sem verem a pessoa com quem casam, a não ser por um breve momento durante a cerimónia. Mas nesse momento em que podem olhar um para o outro, alguns , muitos, poderão não olhar, seja por pudor, seja por medo. Medo de ver a pessoa com quem casaram...


O Naufrágio cria seguinte situação: após o casamento, os noivos embarcam num navio, navegando pelo rio Ganges. Uma tempestade provoca o naufrágio e poucos sobrevivem.

Um casal sobrevive, salvando um rapariga que julga ser a sua esposa, mas dá-se conta mais tarde de que rapariga casou com outro, que talvez se tenha afogado...

Vivo ou morto, a esposa tenta amar e ama o marido que lhe foi destinado, pois assim aprendeu a fazer...

Rabindranath Tagore



Poesias de Tagore, declamadas em Português do Barsil. A religião mencionada é o Hinduísmo, cujo Deus principal é Lord Shiva.


Se todos fossemos perfeitos, segundo o Dalai Lama... não existiríamos na terra


Ao ler a autobiografia da irmã do Dalai Lama, descobri uma resposta possível para milhões de perguntas (existenciais) que temos feito, talvez muitas variantes da mesma. O Budismo considera que reencarnamos enquanto formos imperfeitos, sendo possível melhorarmos até à perfeição, deixando depois de reencarnar. 

Quando a irmã do Dalai Lama se queixa dos defeitos dos adultos e da sua falta de sensibilidade para com as crianças, o Dalai Lama responde que:

"Se todos fossemos perfeitos, a nossa existência não teria justificação e não haveria lugar para nós neste mundo".

VER AQUI o livro NA AMAZON

A obra intitula-se Tibet: my story e é da autoria de Jetsun Pema (Sister of the Dalai Lama)

quinta-feira, abril 12, 2018

Autobiografia de uma das irmãs do Dalai Lama





Este livro é a autobiografia de uma das irmãs do Dalai Lama. Teve mais dois irmãos reconhecidos como reencarnacoes de importantes personagens do budismo tibetano.
A mãe teve 14 filhos, mas muitos morreram, ainda crianças.

Vida aventurosa, difícil, mas muito marcada pelo dever. 
O dever de manter viva a cultura tibetana, o Budismo tibetano, o próprio conceito de Tibete como nação.
E sobretudo a missão que lhe foi confiada, de criar e educar milhares de crianças tibetanas, maioritariamente órfãs, numa Índia que os acolheu, com recursos fornecidos pela caridade mundial e pelo própria Índia, tão depressa amiga como inimiga. Tudo contado com alguma modéstia, própria da educação que recebeu, uma menina que sempre tratou o irmão por "Vossa Santidade".
Imaginemos uma família "normal" a ser informada que um dos filhos é Sua Santidade O Dalai Lama e o mais novo é uma outra pessoa importantíssima, (já o terceiro)...

E a saga continua.


Também interessante por descrever e narrar as tradições do Tibete.