quinta-feira, janeiro 12, 2012

O fundo do fundo do fundo do poço

Com a criatura denominada José Pinto e auto-denominada José Sócrates, chegámos a acreditar que tínhamos batido no fundo do poço. Esta metáfora significaq ue, após bater no fundo, voltaremos à superfície e à luz, qual Jonas saído do ventre da baleia, a qual deixa de ser terrível animal inimigo, para se transformar no mais fiel aliado, ou mesmo na companhia de transportes marítimos de cruzeiro, qual luxuosa Costa Cruzeiros.

Acabamos de constatar que o fundo do poço ainda não está próximo, embora continuemos a descer vertiginosamente, com este Passos Coelho e amigalhaços, incluindo a Ferreira Leite, uma das criaturas que afundou o ensino, tendo mesmo protagonizado um dos piores momentos da que passou a chamar-se geração rasca. Foi quando alguns estudantes tiraram a roupa interior e exibiram as partes pudendas à Sra. D. Manuela Ferreira Leite, ministra, com algumas palavras escritas nessas mesmas partes pudendas, que alguma cabeça bem pensante exclamou nos jornais: 


- Isto é uma geração rasca.

Esses mesmos ex-estudantes da geração rasca, que devem estar desempregados, na sua maioria, hão-de lamentar não terem repetido o gesto na semana passada, ou que os "maiores" (palavra espanhola para dizer velhos) não tenham feito a mesma coisa, imitando os jovens rasca que talvez tenham criticado.
Pois a Sra. Manuela, filha ou neta de famosos políticos da primeira República, acaba de declarar que, a partir dos 70 anos, os doentes deveriam pagar a hemodiálise. Sabendo nós que se morre, se não se fizer hemodiálise, resta a situação: que morram os pobres.

Mas os pobres somos todos nós, quando os ricos são os políticos e os financeiros e os políticos financeiros como o Catroga. Os ricos não são os que têm muito dinheiro, os ricos são aqueles que ficaram com o dinheiro que falta no país, são os que ficaram com os impostos de milhares de pessoas... são escandalosamente ricos, quais Reis Salomões num país que aboliu as monarquias há séculos.

E eu até entendo. Uma minha jovem amiga, ainda hoje jovem, que se curou dum cancro grave há vários anos, informou-me que gastou, em tratamentos, os impostos que pagará toda a vida, mais os impostos que eu e outras pessoas pagaremos toda a vida. Fiquei assustada. 

A pergunta seguinte é: e as pessoas de 70 anos, 80, 90, algumas já em vida quase vegetativa, também têm direito a esses tratamentos gratuitos? Ainda hoje não sei a resposta a esta pergunta... mas... esperemos que os médicos saibam decidir esta e muitas outras questões... 
Saber, não sabem... basta ver os atestados falsos que têm andado a passar a todo o mundo, por aí. Que uma política levantasse a questão, vá que não vá, que tenha equacionado a questão nestes termos...
Perguntem-me como deve esta questão ser tratada... não faço a menor ideia. Mas não me compete a mim fazer estas ideias e sim a políticos assessorados a peso de oiro por especialistas em todas a s matérias, com diplomas comprados a presuntos e passados aos domingos.


Há um vídeo muito engraçado sobre as gaffes da dita criatura. É de morrer a rir. Ou de viver a rir. Aí vai.






sábado, janeiro 07, 2012

Carne de vitela assada com castanhas e cogumelos: "Outono Doirado"

Da primeira vez que fiz uma assado, a minha irmã perguntou-me:
- O quê? já te meteste em assados?


De facto, numa das primeiras vezes que cozinhei, há milénios, toda a gente olhou para a comida de modo desconfiado, a perguntar-se o que seria aquela coisa. O meu pai, bom viajante,  serviu-se, comeu à vontade e disse:
- Sabe-se que é de comer, come-se!


Mais tarde, na mesma época, fiz um novo cozinhado: até já dava para entender que era para comer, ainda que eu não tivesse dado essa informação, mas a quantidade era tão reduzida que o meu pai, viajante como era, declarou:
- Come-se pão!


A razão destas minhas aventuras culinárias algo hieroglíficas era ter morrido recentemente a minha mãe, cozinheira "de mão cheia", mas que nunca me ensinou a cozinhar. (Também não teve muito tempo para o fazer, morreu nova).
- As mulheres são umas escravas da cozinha. Eu não te quero assim. Estuda. Se não souberes cozinhar, hás-de descobrir uma maneira de comer sem cozinhar. Não te cases. Não tenhas filhos! Vive a tua vida:  estuda e viaja.


E assim fiz. Com uns pais tão breves e tão simpáticos, ficou quase arruinada a minha já pouca vocação culinária e doméstica.


Resumindo rapidamente, pouco cozinhei desde essas primeiras experiências hieroglíficas, eu diria mesmo, criativas.


Agora ando a inventar cozinhados. O resultado foi ter passado de pessoa magra e esquelética para abonada criatura, abundante de carnes, amante do garfo, sem serem já visíveis os ossos, apesar do desporto.


E aí vai a minha mais recente criação "Outono Dourado", para parafrasear um poema de Fernando Pessoa. Os que vinham à procura da receita, já desistiram há várias linhas azuis de lerem isto, mas, aí vai. Aí vai... 




Carne de vitela assada com castanhas e cogumelos: "Outono Doirado"


Compra-se, no Pingo Doce (Ai, não, em qualquer outro lugar, excepto no Pingo Doce) um naco de lombo de vitela (que não encolhe ao ser assada, a acreditar no que disse o rapaz de luvas de malha de ferro que ma vendeu e que me fez recordar os cavaleiros medievais, mas que apenas usa a malha de ferro por ser obrigatória pela ASAE, que nesse tempo, ainda não existia. 
No Pingo Doce, de Janeiro a  Janeiro, não, foi em Janeiro, mas nunca mais lá vou, por razões políticas que todos os portugueses conhecem, abaixo o Pingo Doce!!!!).


Numa assadeira de cristal, aliás, de Pirex, por enquanto, ou assim, coloca-se para aí um copo de vinho branco, umas colheres, duas ou três, de óleo vegetal, para não ter muita gordura, sal e quatro dentes de alho en camicia (com pele). Coloca-se em cima a carne e rega-se esta com um pouco de vinagre balsâmico, polvilhando-se depois com pimenta preta (do reino) moída. Este preparado fica de um dia para o outro, creio que se chama a marinar, e talvez mesmo se chame em vinha de alhos. Mas não me perguntem esses detalhes.


No dia seguinte, coloca-se no forno, com castanhas, deitando um nadinha de sal sobre as castanhas. Nunca consegui que as batatas ficassem assadas, ficam sempre meias cruas, mas, se vocês conseguirem, isto pode ser feito com batatas. 
Ao fim de 25 minutos, abre-se o forno, tira-se a assadeira, volta-se a carne ao contrário, viram-se ligeiramente também as castanhas, ou as batatas (talvez batatas às rodelas estreitas resolvam o problema), e colocam-se cogumelos por cima. Não se mergulham no molho, apenas se pousam por cima. Fica no forno mais uns 20 minutos, no total, entre 45 minutos e 55 minutos.


Perguntem-me qual é a melhor parte deste assado.
- Ó Nadinha, qual é a melhor parte deste assado? 
- São os cogumelos.



P.S.: Se vocês tiverem feito, como recomenda a minha médica naturista, um jejum de 24 horas, ou seja, ficarem sem comer desde hora do almoço de um dia até ao almoço do dia seguinte, isto sabe tão bem como se fosse a comida dos anjos e, além disso, não engorda.
Nadinha



quinta-feira, janeiro 05, 2012

La Befana



Os italianos têm uma personagem parecida com o Pai Natal, mas com muito mais ligação ao Verdadeiro Natal... é La Befana.

Era uma velhinha muito velha, muito feia e muito rota, que andava a limpar e a varrer a casa. Os Reis Magos, passando pela sua terra e por ela, perguntaram-lhe o caminho apara Belém, mas ela não sabia. Então, contaram-lhe que iam ver o Menino Jesus e perguntaram-lhe se queria ir com eles.
La Befana disse que não, mas depois ficou a pensar, a pensar, decidiu ir e montou na vassoura, levando um saco de doces para o Menino Jesus.
Como não conseguiu encontrá-lo, resolveu dar um doce para cada criança, metendo-o dentro das meias (naquele tempo ainda não havia o conceito de bactérias dentro das meias e assim...)

E na noite de 5 para 6 de Janeiro, noite de Reis, lá anda ela...


(N.B.: Bruta, em italiano quer dizer feia)

terça-feira, janeiro 03, 2012

Presépio da Estrela e Basílica da Estrela III









E Agora, o Presépio



Alguns leitores do blogue pediram-me que fosse à Basílica da Estrela, em Lisboa, ver para eles (ou seja, fotografar e colocar aqui, para eles) o presépio.

Primeiro, a própria basílica da Estrela, vista do Jardim da Estrela.
Depois, o interior. Por detrás do túmulo da Rainha Dona Maria I, há uma porta escondida, que dá acesso ao presépio, mas só às vezes. Só na época natalícia.
Clicar em baixo, no link (ou tag) Presépio da Estrela


(Para ver mais presépios, clicar, ao fundo desta mensagem, na palavra Presépios. Aparecem todos seguidos, mas só depois deste)

Presépio da Estrela e Basílica da Estrela II




(Túmulo da Rainha Dona Maria I, fundadora da Basílica da Estrela)


Alguns leitores do blogue pediram-me que fosse à Basílica da Estrela, em Lisboa, ver para eles (ou seja, fotografar e colocar aqui, para eles) o presépio.

Primeiro, a própria basílica da Estrela, vista do Jardim da Estrela.
Depois, o interior. Por detrás do túmulo da Rainha Dona Maria I, há uma porta escondida, que dá acesso ao presépio, mas só às vezes. Só na época natalícia.
Clicar em baixo, no link (ou tag) Presépio da Estrela

Presépio da Estrela e Basílica da Estrela I








Alguns leitores do blogue pediram-me que fosse à Basílica da Estrela, em Lisboa, ver para eles (ou seja, fotografar e colocar aqui, para eles) o presépio. Não esquecer que muitos vivem no Brasil e noutros países, nunca vieram a Portugal. Fui, mas as fotos ficaram tão tremidas, que voltei lá e ainda não estão muito bem, mas...

Primeiro, a própria basílica da Estrela, vista do Jardim da Estrela.

Depois, o interior. Por detrás do túmulo da Rainha Dona Maria I, há uma porta escondida, que dá acesso ao presépio, mas só às vezes. Só na época natalícia.
Clicar em baixo, no link (ou tag) Presépio da Estrela

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Começar o ano a mudar

Olá! Ontem não consegui colocar no Facebook o post que se refere ao aniversário do Terra Imunda. Por alguma falha técnica, continuo a não conseguir, quem quiser que vá ver.

A melhor maneira de começar o ano é começar a mudar, sobretudo a mudar o nosso pensamento, que é o que determina tudo o resto. O modo como penso fará este ano muito bom ou muito mau... para mim.


Apresento duas hipóteses novas de encarar a situação de crise que vivemos: o ponto de vista de uma figura da União Europeia, não consensual, um alemão afirmando que:

"Os portugueses é que estão a pagar aos alemães", "A Alemanha pede emprestado de graça e depois empresta-vos, com um bom lucro, não é?"


A outra hipótese é o movimento Zeitgeist, a palavra é alemã retirada de Hegel, significa "o espírito do tempo". Propõe que se viva de acordo com a natureza e com o humano, não de acordo com os mercados, o lucro, os bancos, esse sistema que agora nos levou à beira do colapso. Manter o mesmo sistema e esperar resultados diferentes? Ingenuidade? Mas esta palavra, ingenuidade, parece pouco adequada para o que se passa na sociedade internacional e no mundo, atualmente.


Então, se tiverem paciência, leiam e vejam, clicando nos links. E também aqui, neste vídeo do Zeitgeist, intitulado: "A vida é uma escolha entre o medo e o amor. E no seguinte, de Krishnamurti. Se não tiverem preconceitos contra todos os indianos, nem lhes chamarem "Monhés" e outras doçuras.






domingo, janeiro 01, 2012

Aniversário do Terra Imunda




O Terra Imunda faz hoje seis anos. Ou seis aninhos, como queiram.
A maior parte dos blogues que se criam não dura três meses, este veio para lavar e durar.
Tem "fregueses" assíduos, fregueses não muito assíduos mas regulares, outros esporádicos... trata vários temas.
O tema principal é o que está errado na terra, daí o título, que descobri depois ser uma expressão muito frequente na Bíblia (ver net)... para o que me encanta, criei o Escrevedoiros, mas acabo por colocar aqui quase tudo.

Ambos seguem a minha disposição, mais alegre e jocosa, mais sensata e contemplativa... não, não pensem que é da idade. Sou naturalmente alegre e bem disposta e isto não muda com o tempo. Tenho uma veia humorística e isto também não muda com o tempo. Não sou nada académica, embora tenha uma longa formação académica (creio que 9 anos). Tudo depende de vários factores, mas o político tem predominado nos últimos tempos. 

O factor político tem-se tornado obsessivo na vida das pessoas: começa no acender de uma lâmpada, ou duas, ou três... Ah! A EDP foi comprada pelos chineses... continua nas deslocações, ah, hoje há greve de transportes, na alimentação, ah, o petróleo subiu, por isso está tudo mais caro... ah o arroz... o arroz subiu por causa de várias causas e também por causa dos bio-combustíveis... ah, a minha reforma vai ser cinco anos mais tarde e muito menor do que a dos meus colegas, ah, o subsídio de desemprego... 

Acho difícil alguém manter-se alheado da política, até porque cada vez somos mais vezes chamados a agir, a intervir, mas  a sociedade portuguesa parece paralisada num  medo herdado das ditaduras. Têm medo? Que chato! Então vamos deixar que nos comam as papas na cabeça... e cada vez vamos ter mais medo, cada vez vai haver mais papas a serem comidas nas nossas cabeças.

Enfim, Não sejamos pessimistas. Vem aí o ano do Dragão (começa a 23 de Janeiro). Mas, para nós, todos os anos têm sido o ano do Dragom, que vence sempre os campeonatos (refiro-me ao Futebol Clube do Porto, o Dragom) , portanto, tudo ótimo (sem P, por causa do acordo, mais um caso político. Ah! agora escreve-se de outra maneira!)

É preciso que nos adaptemos às mudanças, mas não a todas. Há muitas que não devemos aceitar.
E já agora: alguns dos meus amigos têm ouvido falar deste blogue Terra Imunda na rádio, na RDP Antena 1. Em dias e horas diferentes, um programa em que falam de blogues. Nunca ouvi.
Se alguém ouvir, agradeço que escreva isso aqui. 

Beijinhos a todos os que, estando presentes de forma visível, me ajudaram a construir e a manter este blogue durante seis anos.


CLICAR PARA VER O PRIMEIRO POST DESTE BLOGUE


P.S.: Por engano, num post anterior, eu disse que o blogue ia fazer 7 anos. Alguém mo fez notar, de forma subliminar. Já alterei.

sábado, dezembro 31, 2011

FELIZ 2012





As correntes fluem, invisivelmente. Constantemente.
As correntes marítimas são muito poderosas, mas não se vêem à superfície, a não ser por pequenas sombras.
A água vai correndo tranquilamente, dos regatos para os riachos, dos riachos para os rios, dos rios para os oceanos.

Em 2011 as correntes submarinas foram ondas de transformação. 

Houve acontecimentos muito importantes: a Primavera árabe, a libertação da líder birmanesa e Nobel da Paz Aung Suu Kyi, a eleição da presidenta Dilma Roussef, a eleição de uma primeira ministra na Jamaica, país de que nem se fala, mas que existe, a queda de ditadores e de políticos burlões, Sócrates, Berlusconny, a procura da autenticidade.

Talvez fosse necessária uma crise para nos apercebermos dos erros que temos cometido: o consumismo, a hipocrisia política, o corrermos atrás de oiros falsos...
Mas o tempo é de evolução. De progresso espiritual para a humanidade. De retrocesso ou paragem em aspectos que sempre falharam...
Um tempo de "indícios de oiro".

FELIZ 2012


É o que desejo e prenuncio aos seguidores e leitores do blogue (amigos do blogue) e aos amigos do Facebook.
Beijinhos.
Graciete Nobre











sexta-feira, dezembro 30, 2011

O Tempo humano: a expandir-se...

Numa mensagem de fim de ano, nada me parece mais adequado do que reflectir sobre o tempo humano. E sobre os homens, bons e maus, úteis à humanidade ou perniciosos, como parecem ser os que dominam o mundo actualmente.
Mas os momentos de transição, ou de transformação, são necessários. Em vez de dizer o que penso, vou dar a palavra a uma pessoa que fala do tempo e do cérebro.
Rita Levi Montalcini, 102 anos, Prémio Nobel da Medicina e que não quer reformar-se, pois trabalhava ainda quando deu uma das últimas entrevistas e afirmava nunca tencionar reformar-se. Escreveu o livro a Clépsidra da Vida. Existe a continuação desta entrevista no Youtube.
A frase que sobressai aqui é esta: "Só penso no futuro:"

Lamento não encontrar tradução em legendas, mas este tempo é também o do cosmopolitismo e da  polyglossia.



O Tempo humano: a expandir-se... mas a expansão pode trazer felicidade ou depressão... Precisamos, só, de aprender a viver. 

Reformas necessárias... mas porquê todas ao mesmo tempo?

Sim, basta pensar um pouco: conheço pessoas que nunca na vida trabalharam, mas que receberam sempre, até à reforma, porque eram funcionários públicos: atestados médicos, psiquiátricos, etc... semi-verdadeiros e sobretudo falsos, dando nomes diferentes e gregos à preguiça.

Sim: conheci um rapaz no Porto que pagava 50 Euros por um pequeno apartamento e tinha uma grande vivenda, numa zona nobre do Porto, alugada por 5 Euros. Neste momento, se não tiverem mudado de casa, ele talvez pague 100 euros pelo apartamento e talvez receba 10 ou 15 da renda da grande vivenda.

Sim: tudo isto é disparatado e inconcebível. Mas mudar tudo ao mesmo tempo?
Foi preciso vir cá a Troika para mudar tudo isto, mas o FMI já cá tinha estado antes... não viu? Não disse?

Agora, diminuir os vencimentos, aumentar exponencialmente as rendas, os tratamentos médicos, os impostos... tudo ao mesmo tempo...

Esta gente que nos governa será normal? Será honesta, será decente, será inteligente, será perspicaz, será culta? Por que razão os deixamos governar?

Ver este vídeo




O anterior primeiro ministro não conseguiu fazer uma licenciatura, o actual conseguiu mas... aos 37 anos! E nós, que damos tanta importância aos senhores doutores... não nos importa como conseguiram o diplomazito? Quanto tempo levaram a adquiri-lo? 

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Quantos amigos tens? 1289. E amigos íntimos? Só 47

Há muitos anos atrás, talvez dez, uns sete anos antes de existir o Facebook, ano 7 A.F., mas alguns anos após a existência de Internet, para aí ano 5 D.I., uma mulher, não digo amiga, pelas razões que vocês verão...
Enfim, essa pessoa, que atravessava uma crise existencial, perguntou-me:

- Quantos amigos tens?

Após a primeira fase de hesitação e perplexidade pela pergunta, eu, Nadinha, que sou Carneiro de signo e de ascendente, o que me leva a considerar amigas de infância as pessoas que conheci anteontem, respondi sem reflectir muito:

- Talvez aí uns 40 ou 50...
- O quê? Que dizes? Ninguém tem 40 nem 50 amigos! Que absurdo. E entre 40 e 50 vão dez!!! Mais dez menos dez é igual?
- Bem, então, se calhar não tenho nenhum, porque não estou a ver...

A minha dúvida fazia sentido. Tendo mudado várias vezes de terra, ainda que dentro de Portugal, tinha perdido o contacto com muitos amigos, (lembrem-se que o tempo era A.F.), e arranjar novos era, por assim dizer, impossível, nesta Lisboa provinciana. Que só ficou menos provinciana D.F..
Dado o imobilismo da sociedade portuguesa, em que os emigrantes não contam porque desapareceram, em que as pessoas moram na mesma casa, a casa onde já nasceram e morreram os próprios pais, com a mesma direcção toda a vida, quando, em Lisboa, eu dizia a uma pessoa que a considerava amiga, ela respondia invariavelmente:

- Amigos são pessoas que nos deram provas, nos últimos 10 anos... provas de amizade... os outros, são conhecidos.
- Ah!
- Então, não tenho nenhum amigo. Os amigos que nos deram provas, nos últimos 10 anos, também deixam de ser amigos se, num problema urgente, não nos acudirem... e eu, que andei por aí, não acudi a ninguém, nem fui acudida... 

Agora, com o Facebook, tudo mudou e tornou-se normal este tipo de resposta:
- Quantos amigos tens? 
- 1289. Claro!
- E amigos íntimos? 
- Só 47.
O último número é determinado pelo próprio Facebook. Quando partilhamos uma mensagem de Natal ou Ano Novo, com imagem, identificando vários amigos na "foto", não podemos identificar mais de quarenta e tal: os amigos íntimos.

Claro que o Facebook traz para aqui o conceito americano, de pessoas que mudam constantemente de terra e que estão constantemente a estabelecer novas ligações...

Sinal dos Tempos? Sei lá! Este tema sempre me irritou...

Nadinha


terça-feira, dezembro 27, 2011

Justiça deve dez milhões por não ter desocupado cadeia de Lisboa

Justiça deve dez milhões por não ter desocupado cadeia de Lisboa.

Chato!

Vendemos a cadeia ao coelhone da Parpública, grande figura política, que também comprou as escolas públicas, mas agora não podemos pagar as rendas: solução: desalojar os prisioneiros, claro.

O caso das escolas é mais grave: primeiro, porque são mais, segundo, porque não é moderno desalojar os estudantes.

Negócios do Sócrates, que continua em liberdade total, maior do que a de qualquer outra pessoa, embora, muito prudentemente, afastado do país e da Asae, única entidade que funciona. Até funciona demais, contrariamente às outras instituições da, assim chamada, Justiça!

"Os amigos são para as ocasiões", "a ocasião faz o ladrão".

domingo, dezembro 25, 2011

Natal




"Barragem do Seixo". Também faz lembrar um postal de Natal.

Natal
















Posted by Picasa

Esta terra chama-se Seixo, como se vê lendo a placa de lousa, onde algum engraçado apagou uma letra.
E faz lembrar um presépio, ainda muito intocada que está.

sábado, dezembro 24, 2011




Queridos amigos, reais, virtuais, seguidores dos blogues, leitores dos blogues e outros a inventar:

Desejo-vos, para a noite e o dia de Natal, que sintam dentro de vocês sentimentos e sensações como: amor, afecto, amizade, alegria, prazer de viver... tudo coisas que não são afectadas pela crise e até pelo contrário, a não ser que a crise esteja dentro de nós. Que a crise nos una, em vez de nos separar. 

Para o novo ano 2012: o ano novo é sempre um mistério, mas não tanto como este: desde as profecias escatológicas às que preconizam um mundo melhor, passando pelas previsões económicas, tudo é previsto, tudo é incerto. Mas todos eles se enganam às vezes. Muitas vezes. Desejo a todos nós, que tenhamos coragem. Coragem para enfrentar o que der e vier:
 o apocalipse, a ruína, a felicidade ou a fortuna.

Feliz  Natal
Feliz e Variado Ano de 2012

(imagem da Internet)

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Ver Passar os Comboios

Os maquinistas da CP desejam feliz natal a quem vai ficar a ver passar os comboios. Não confundir com ficar a ver navios.
Como eu. Adoro ver navios, mas não gosto de "ver passar os comboios" e ficar em terra.
É claro que não me parece bem não lutar. Mas os sindicatos estão a viver a agonia dos moribundos: não, não é esta a solução.
Não é mesmo! Uma hipótese é a CP perder clientes, outra hipótese, muito pior, é as pessoas não viajarem.

Afinal, tudo se resolve em 2012

Parece que vem aí um cometa maravilhoso - enorme, grande, feio e assustador, que vai embater na terra e matar muita gente em 2012.
Sendo assim, não vale a pena estarmos a preocupar-nos com o Passos Coelho, nem com a Troika, nem com nada.
Com efeito, (estas expressões ficam bem - sendo assim, com efeito), os funcionários públicos vão ficar reduzidos para metade, os reformados para muito menos de metade, (incluindo os da PT), não vai ser necessário emigrar, etc...
Ainda não pensei bem nas outras consequências muito positivas para Portugal, aceito sugestões.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Christmass Again

Olá ledores, leitores, seguidores, etc... deste blogue.
Como presente de Natal, aí vão muitos screensavers. Para quase todos os gostos. Os que têm um tom nocturno são os melhores, porque poupam energia. Beijinhos.

 
 Digam assim: obrigada, Nadinha