quarta-feira, julho 27, 2022

Úrsula de Neve e os 27 anões não compreendem como é que alguém lhes pode cortar o gás…

 



A Úrsula de Neve e os 27 anões não perceberam que não podem impor 7 pacotes de sanções à Rússia e ao mesmo tempo pedir-lhe humildemente que não corte o gás? É assim que estes grandes políticos fazem negócios? Os seus próprios negócios não os fazem assim, de certeza…

domingo, julho 24, 2022

A Branca de Neve e os 27 anões da União Europeia não querem a paz

 


A Branca de Neve e os 27 anões da União Europeia nada fizeram para o acordo de exportação de cereais da Ucrânia, primeira tentativa de paz. Só sabem dizer, sem perguntar aos eleitores se concordam: mais armas! Mais sanções!

E a paz, Úrsula Van Der Leyen? Como mulher que é, não deveria ser a sua primeira prioridade? Como europeia que é, não deveria fazer todos os possíveis para garantir a paz na Europa? 

quarta-feira, julho 20, 2022

Zelensky a dominar a Europa e o Ocidente. Porquê?

 


É isto que não se aguenta! Como é que algumas pessoas não se apercebem disto? 

Zelensky nem sequer esconde que é nazi, já que presta homenagens públicas a Stepan Bandera, um nacionalista ucraniano que matou mais de um milhão de judeus e que massacrou civis polacos, na Segunda Guerra Mundial (Estes factos são facilmente verificáveis em 5 minutos de Google).


segunda-feira, julho 18, 2022

Mais armas, mais armas…

 



A Ucrânia continua a pedir a União Europeia mais armas e mais sanções. Não é pedir demais? Seis pacotes de sanções não alteraram nada o curso da guerra, mas provocaram um colapso do Euro e uma crise económica e política na Europa. Também provocaram um estreitamento de relações da Rússia com os países BRIC e outros novos, o que vai derrubar a supremacia Estados Unidos / Europa.

Mais armas? Já foram “dadas” muitas, mas, dos poucos lançadores de mísseis Hiram fornecidos pelos EUA, pelo menos três já foram comprados pela Rússia no mercado negro, Darkweb, fora os que foram ou vão ser destruídos pela Rússia com o apoio de colaboradores que lhe indicam onde estão as armas e onde são as cimeiras militares. A Rússia elimina estes altos comandos ucranianos e Zelensky, furioso, longe de confessar estas derrotas, acusa-a de matar crianças, ou algo assim. Os ucranianos, quando atacam o Donbas, não matam crianças. Os 400 000 mortos civis que os americanos provocaram no Japão, em poucos dias, não incluíam crianças. 

Zelensky afirma que dezenas de pessoas do Estado colaboram com a Rússia. É natural, se há 10 partidos pró-Russia, incluindo o segundo maior partido.

Nada disto é suficiente para que a União Europeia reconsidere e reavalie os factos? Ou que pergunte aos cidadãos se é isto que querem, sabendo muito bem que não é, pela queda de Boris, de Macron, de Draghi, de Schröeder, etc

quinta-feira, julho 14, 2022

Mas é aos seres humanos, e não a Deus, que compete construir a terra

 


É ao contemplar esta luz, em miríades de tons, que faço um voto de paz para a humanidade. Para a Ucrânia, para a Síria, para a Palestina, para o Iémen. Para todas essas terras e essas pessoas igualmente iluminadas pelo esplendor deste pôr-do-sol. E tudo parece tão fácil e tão simples. Mas é aos humanos, e não a Deus, que compete construir a terra. 

O canto dos pássaros, ora harmonioso, ora aflito,  que ouço desta janela, indica-me que todos lutamos pela vida. Todos os dias. 

E se lutássemos todos em conjunto pela vida de todos e ainda pela vida dos pássaros? 

E se lutássemos contra a hipocrisia, usando como armas a sabedoria, a justiça e a bondade? E o perdão e a coragem? Ou o amor?

E se usássemos a inteligência e a luz para lutar contra a escuridão e a sombra? 

Peçam comigo hoje e sem pensar em mais nada: que a ideia da paz ilumine os nossos pensamentos e a nossa vida.


Talvez um dia tenhamos de responder a esta pergunta: o que foi feito da inteligência que te foi dada como ser humano que és? Do discernimento, da perspicácia, da capacidade de intervenção? Da coragem que te foi dada, como ser humano que és? 

Graciete Nobre

sábado, julho 09, 2022

Exames, rankings e tudo o mais



 Eu corrigia exames de português do 12º ano todos os anos, ia sempre buscá-los ao mesmo sítio e recebi muitos elogios nesse sítio, por exemplo, se em todas as escolas me destacavam para o 12º ano é porque eu era muito boa e se aquele sítio de correções me chamava sempre para corrigir, é porque eu era uma ótima corretora, etc. 

Apesar disto ou por isto, eu sempre achei que as notas dos exames de português são quase aleatórias, cada professor dá uma nota diferente, embora isto tenha melhorado um pouco. Não muito. O erro está na prova, por ser demasiado subjectiva e nos programas, que são parvos, etc. 

Um dia telefonaram-me do sítio dos exames para ir lá ter uma conversa. A conversa era que eu tinha corrigido tudo mal, tinha dado até mais sete valores ou menos sete do que o normal. Tinham corrigido tudo de novo, alteraram as minhas notas todas, etc. (Fazem isto quando a média de um professor se afasta muito da média de todos, o que pode acontecer só porque a escola que corrigiu tem bons alunos). Fiquei péssima com esta conversa e deram-me mais exames para corrigir, da segunda chamada. Então corrigi tudo mal e querem que corrija mais? Claro. Corrigiu mal porque estava muito cansada, mas você é muito boa e agora vai corrigir bem porque já descansou. O exame é de poesia, os alunos não percebem nada de poesia, não dê notas muito altas. Quando cheguei a casa constatei que tinha 60 exames para corrigir, o dobro dos outros todos, que levaram apenas 30. Porque não estavam muito cansados nem tinham corrigido tudo mal. 

Por esses dias li uma notícia no Expresso que até recortei e guardei. Tinha acontecido( no Pedro Nunes, mas também havia queixas de outras escolas: alunos com médias de 17 e 18 tinham tido 10 ou 11 no exame. Pediram as cópias das provas para reclamar da nota e constataram que uma primeira corretora, eu, lhes tinha dado exatamente 17 e 18, ou 19, mas uma segunda corretora tinha alterado estas notas todas para 10 e 11… 

Depois destes episódios, mudaram tudo: ou seja, deixou de ser possível ver a primeira nota e as assinaturas dos corretores.

Isto passou-se há uns 10 ou 15 anos e eu já não sou professora, mas não creio que algo tenha mudado desde então, a não ser esses detalhes de ocultar alguns dados da correção. 

Assim vai este país…

sexta-feira, julho 08, 2022

Papa Francisco e a paz

 


O Papa Francisco, que não demonstra a menor simpatia por Zelensky, disse isto hoje:

“A crise ucraniana deveria ter sido, mas se quisermos ainda pode se tornar, um desafio para sábios estadistas capazes de construir um mundo melhor no diálogo para as novas gerações”.  O Papa disse isso durante o Angelus.  "Com a ajuda de Deus, isso sempre é possível, mas precisamos passar das estratégias de poder político, econômico e militar para um projeto de paz global.

 O mundo precisa de paz: não uma paz baseada no equilíbrio de armamentos, no medo mútuo, não, isso não está certo.  Isso significa fazer a história retroceder setenta anos.”

domingo, julho 03, 2022

Você disse… paz?!!




Zelensky, depois de ter prometido à NATO, a Biden e à UE que não utilizaria mísseis de médio alcance para atacar a Rússia, já que esta poderia considerar esses ataques como agressões de quem forneceu as armas, já atacou a Rússia e a Bielorrússia. Usa as armas para isto, mas continua a sofrer retumbantes derrotas no Donbas. Paz? Para quê? 

Como elogiar tanto como se tem elogiado um presidente que foi eleito porque prometeu a paz no Donbas e que agora está sempre a tentar arrastar o planeta para a III Guerra Mundial? 

E nós, também queremos entrar numa guerra mundial? E os nossos líderes políticos, que nada fazem para a evitar? 

A princípio toda a gente tinha uma visão muito romântica e heróica desta guerra, como se fosse a história do capuchinho vermelho e do lobo mau, para citar o Papa Francisco, mas muitas pessoas raciocinam com o bolso e o bolso, mais do que o raciocínio, diz-lhes: abaixo o romantismo! E o heroísmo bélico, isso era coisa da Idade Média.

terça-feira, junho 21, 2022

Será que a UE vai sobreviver a esta guerra? Com líderes que parecem querer destruí-la?

 


A Ucrânia acaba de proibir todos os partidos de esquerda, incluindo o segundo mais votado, num total de dez, continuando o parlamento a funcionar só com a direita. 

É assim que a Ucrânia representa e defende os valores democráticos europeus e ocidentais? É integrando nas forças armadas batalhões de mercenários neo-nazis? É por isso que lhe damos armas e mais armas e mais armas? Quando Zelensky suspendeu estes mesmos partidos, mais um, foi acusado de mostrar que era igual a Putin.

Outro aspeto curioso: então, mesmo agora, há assim na Ucrânia tantas pessoas a favor da Rússia, que não concordam com a independência, não condenam a invasão? Não deveriam os jornalistas entrevistar estes líderes partidários? Se estiverem vivos? Um destes partidos é socialista e nazi. Imaginemos como serão os da direita. 

Na altura, consideraram que este foi o primeiro erro de Zelensky, depois da guerra. 

Já que gostamos de fazer comparações, imaginemos que o Marcelo proibia o PS, o BE, o PCP, os Verdes e o IL, mas o parlamento continuava a deliberar em nome do povo que o elegeu… para entendermos esta guerra que começou há oito anos, não deveríamos saber muito mais? Ouvir outros corpos sociais, em vez de ouvirmos sempre o comediante?


Será que a UE vai sobreviver a esta guerra? Com líderes que parecem querer destruí-la? 

Quais são os nossos valores? Podemos pô-los de lado? 

domingo, junho 19, 2022

Guerra na Ucrânia: o Capuchinho Vermelho é o Lobo Mau

 

A ideia de que esta guerra é uma guerra entre os bons e os maus (ou como diz o Papa, entre o Capuchinho Vermelho e o lobo mau), conduz à ideia de que a guerra tem de continuar até vencerem os bons, o que é uma ideia absurda e cruel. Além de muito romântica.

Os chamados bons (que incluem grande número de torcionários neo-nazis, todos eles tatuados com a cruz gamada) estão a perder mil soldados por dia (entre mortos e feridos) para além de perderem uma grande quantidade de soldados desertores. Estes militares estão a ser substituídos por pessoas sem qualquer experiência, treinadas à pressa e tudo isto tem sido noticiado. Estes substitutos são chamados “voluntários” e incluem todos os homens ucranianos civis entre os 18 anos e os 60, recrutados e proibidos de saírem do país, fora os muitos que fugiram.

Acreditar que estes homens, com as armas americanas sofisticadas que vão chegar em fim de outubro (exigindo grande especialização militar), vão recuperar tudo o que os militares experimentados e frescos perderam e ainda vão derrotar a Rússia, o que vai acontecer no dia de São Nunca, faz prolongar indefinidamente o sofrimento dos ucranianos, a destruição da Ucrânia (agora também já feita pelos próprios ucranianos contra os territórios ocupados), faz aumentar exponencialmente a poluição do planeta. 

É preciso alterar esta narrativa do Capuchinho Vermelho, pressionar os governos com a opinião pública, acabar com a guerra, esta e outras. 

Os fabricantes de armas que estavam, até há pouco tempo, em crise, estão agora nas suas sete quintas … são os únicos vencedores de todas as guerras. 

Se isto é teoria da conspiração, partilhada pelo Papa, por Kissinger, pelos generais de todo o mundo, gostaria de saber quais são os argumentos lógicos que a contradizem. Lógicos, não emocionais.

(Imagem da Internet)

segunda-feira, junho 13, 2022

Heróis a fingir, vitórias a fingir, derrotas a fingir

 


Estamos a “viver” uma guerra que causa um imenso sofrimento, não só na Ucrânia, em quase todo o mundo, mas ninguém deseja que ela acabe.

Embora impossível, todos esperam pela vitória de Zelensky, que vai acumulando sucessivas derrotas. 

A explicação para todos este teatro? É ser um teatro. É tudo a fingir, heróis a fingir, vitórias a fingir, derrotas a fingir.

A comunicação social do ocidente, depois de fazer censura à informação vinda da Rússia, vai alimentando uma ficção cujo único efeito é o prolongamento da guerra. 

Alegadamente, tudo isto é a favor do povo ucraniano, mas quem tem amigos destes, não precisa de ter inimigos. 

De dentro do seu bunker, Zelensky não permite a retirada das tropas pedida pelos comandos ucranianos, pois quer fazer-se de herói com o sangue dos outros e está a conseguir.

Quando cair, como muitos caem, será de cabeça para baixo, quebrados os pés de barro.


(Imagem:fotografia de Jornal da RTP 1, em 13 de junho)


domingo, junho 12, 2022

Camões, Santo António e tudo…

 



“Se não os podes vencer, junta-te a eles” diz o ditado. Estes nossos provérbios têm a ver com as nossas conquistas ultramarinas, colonização, emigração, que sei eu? Para além dos provérbios que são comuns a todos os europeus e dos aforismos, que são citações de autores famosos e que se confundem com estes. 
No meu caso ”vertente”, depois de passar três noites sem conseguir dormir em condições por causa do barulho das festas dos santos populares, como não gosto de dormir de dia, nem de pôr tampões nos ouvidos, hoje vou juntar-me a eles… Viva o Santo António! 
Uma das experiências espirituais mais bonitas que tive na vida passou-se, não na linda capela do Santo António de Lisboa, mas em Pádua, junto do túmulo de Santo António de Pádua, na catedral imensa como mesmo nome. 
Por cima do túmulo e embora eu não tenha conseguido vê-la, está, segundo dizem, a língua incorrupta de Santo António. De tanto pregar bem, a sua língua ficou assim… segundo dizem. As experiências espirituais não escolhem hora nem data, são momentos que podem acontecer na floresta da Amazónia ou em qualquer outro lugar.
Em Lisboa só temos um ossito do dedo, como relíquia de Santo António 🙂  ou talvez dois, a Câmara de Lisboa ainda não se lembrou de instituir esta capela como turismo religioso… 
Nada disto tem a ver com o facto de eu não ter dormido nada de jeito desde quinta à noite, mas não é todos os anos que o dia de Camões é à sexta e o dia de Santo António é à segunda!!!
Só falta o dia de Cristiano Ronaldo, talvez a 14 ou 15 de junho…

segunda-feira, maio 30, 2022

Dia da espiga, quinta-feira, 28 de maio








 Cá está a nova espiga no seu posto e a velha, que já tem dois anos ou mais, no ano passado esqueci-me... trabalhei de manhã à noite.

Eu já vivia m Lisboa há vários anos quando decidi fazer o Mestrado em Literatura e Cultura Portuguesas, Época Contemporânea e foi no grupo do Mestrado que descobri a Espiga, cultura popular portuguesa…

quarta-feira, maio 25, 2022

Cabine de livros… cabine de trocas… cabine de tudo

 


Esta cabine tem uma história muito engraçada, para além de já ter sido cabine telefónica.

É agora uma cabine de troca de livros, ligada à biblioteca municipal Cinema Europa, que lá coloca alguns e que a gere, embora haja pouco a gerir. Durante alguns meses, as pessoas cumpriam as regras, trazer um livro e devolvê-lo, ou guardá-lo e substituí-lo por outro. Um dia, muito contente, levei lá uma amiga muito New Age, que levou logo uns seis ou sete livros, sem intenção de dar nenhum. Por aí, comecei a perceber que nem tudo seriam rosas, como se viu depois… também nem tudo são rosas na filosofiaNew Age, se as pessoas não se libertam assim tanto do ego, ou mesmo nada…

Com o confinamento, fecharam a cabine. Então, as pessoas, que também tinham mais tempo para arrumar a casa e precisavam de mais espaço para viver nela, colocaram uma grande caixa de plástico ao lado da cabine e continuaram com as trocas. Quando a caixa desapareceu, colocavam sacos cheios de livros. Foi então que as se começaram a alterar as regras de modo significativo: alguns pegavam logo nos sacos cheios e levavam-nos para casa.

A verdade é que não estamos em tempo de levar para casa quilos e quilos de livros, sim de nos livramos deles… até por causa dos ebooks, tão fáceis de adquirir gratuitamente e de transportar.

Quando a cabine reabriu, logo ficou com as estantes cheias e com mais sacos de livros no chão, mas, se num dia está cheia a abarrotar, algumas horas depois está vazia. Isto acontece sobretudo às segundas e sextas feiras, vésperas de feira da ladra e muitos viram sem-abrigos drogados e encherem as mochilas. Isto foi só o princípio.

De vez em quando alguém consegue libertar-se dos bens materiais e encher a cabine até ao teto, para no dia seguinte já não haver livro nenhum.

Por várias vezes encontrei pessoas a levar carradas de livros, todos com o aspeto de que nunca leram um livro na vida…

  • Você vai levar isso tudo?
  • Mas eu também trouxe muitos.
  • Onde estão os que trouxe?
  • São estes!
  • Mas esses já aí estavam ontem… 

Falando sobre o assunto com outros leitores, parece que alguns destes “utentes” são acumuladores, pessoas que acham muito importante ter a casa cheia de coisas, mesmo de livros, pensando que os livros valem muito, embora não valham quase nada, agora, comercialmente. Outros… uma senhora de idade muito respeitável mas com aspeto de não saber bem o que é um livro, ao afastar-me dela, intrigada, observo que se foi juntar a um drogado já entrado na idade, seu filho, claro.

Mesmo assim, a cabine cumpre a sua função: tenho descoberto nela grandes livros que nunca teria imaginado. Como em Campo de Ourique moram muitas pessoas estrangeiras, encontrei, por exemplo, uma autobiografia de uma das irmãs do Dalai Lama, em inglês, livro velho e esfarrapado que li e que ofereci à minha professora de Ioga, por me parecer a sua ideal depositaria. Agora estou a ler “ Viúvas  de Vivos”, obra de Joaquim Lagoeiro sobre a emigração, muito viva e injustamente esquecida. Onde iria eu desencantar semelhante livro, se não fosse nesta cabine! 

Cenas dos próximos capítulos… quem sabe? Who knows? 

sexta-feira, maio 13, 2022

O crime de colarinho branco compensa?

 



Nunca utilizei está expressão que ouvi algumas vezes, mas vou utilizar agora: o João Rendeiro morreu mal. É mesmo um caso modelo: roubou para viver em grande luxo, apreciava ser tratado com veneração e morreu numa cela infecta, sem vidros nas janelas, superlotada, gelada no inverno,  com um balde sanitário para muitos em vez de casa-de-banho, de acordo com o que disse quando apresentou queixa das más condições da cadeia. Com os outros criminosos a desprezá-lo porque pessoas como ele “nunca vão presas”, mas a considerá-lo um criminoso igual a eles: todos iguais. A sua advogada, caríssima, decidiu deixar de o defender por não ter como ser paga. 
Como se tudo isto não fosse o suficiente, Rendeiro ainda se suicidou.
Parece uma daquelas histórias exemplares para nos mostrarem que o crime não compensa… já há até alguns outros exemplos, mas ainda poucos, pois o crime a este nível tem compensado. E muito!  

As guerras más e as guerras que não têm importância…

 


Algumas guerras são horríveis. São guerras em que morre gente e até morrem crianças e gatos, como a da Ucrânia. Os que fazem essas guerras são homens muito maus. Horríveis. 

Há guerras que não são nada horríveis, como a da Palestina. Só morre uma gente escura e muçulmana, o que não tem importância nenhuma. E os combatentes não são heróis, são terroristas. E feios. Se morrem crianças, não as vemos na televisão. Quanto a cães e gatos… nunca vimos nenhuns… só crianças pobres e esfarrapadas, mas vivas.

Bem, é verdade que também morreu uma jornalista, mas também não era muito branca, era uma mulher do terceiro mundo. Não vale a pena perder tempo com isso, a prova é que as televisões não perderam nenhum.

Os terroristas feios lutam para continuarem a viver numa terra em que vivem há milénios.

Notícia: 

 A Al Jazeera, emissora com sede no Catar, disse em comunicado que sua correspondente foi morta "deliberadamente" e "a sangue frio" pelas forças israelenses. 

A rede também citou testemunhas oculares dizendo que um "atirador atacou Sherine com uma bala na cabeça, mesmo que ela estivesse usando um colete e capacete que claramente carregavam a palavra 'imprensa'".

sexta-feira, abril 15, 2022

“A Guerra Civil Mundial”


Como vivemos todos numa aldeia global e como, em última análise, somos todos irmãos, todas as guerras são fratricidas e cada guerra é uma guerra civil. É a “guerra civil mundial”, no dizer de Simone Veil. 

(Foto da Internet)


quinta-feira, abril 14, 2022

Refugiados



 Refugiados… a quantas coisas terão de renunciar para trazerem um gato, assim? E quantos gatos não terão fugido…

Foto: refugiada da Ucrânia com gato, de reportagem SIC - Skynews

sábado, março 26, 2022

1984 Livro de George Orwell

 Sugiro a todos os meus amigos que leiam, ou releiam se já leram, o livro 1984. 

Nele se descreve uma sociedade imaginária e distópica, situada no futuro, em 1984, em que existe o pensamento único, não pode haver opiniões diferentes, pois isso configura “crime de pensamento”.

Este controle, exercido pelo poder, é conseguido através da televisão (ainda não havia Internet quando George Orwell escreveu), que controla toda a população através da manipulação das emoções: medo, ódio e amor. O ódio exprime-se coletivamente pelo grande inimigo, o amor pelo Grande Irmão (Big Brother). É de lá que vem esse conceito.

Muito interessante



terça-feira, março 22, 2022

O povo português e o trabalho


 Falando há bocado com uma rapariga da Letónia, que já tem nacionalidade portuguesa, perguntei-lhe se gostava de viver aqui. Sim… gosta de algumas coisas… o clima, as pessoas são simpáticas, eu até já me sinto portuguesa, “mas trabalhar é uma merda”. Portugueses só trabalham bem para empresas estrangeiras. Logo a seguir atende o telefone e exclama, muito alto e muito irritada: - Ele é que poder ser despedida e tu é quem sofrer. Tu é quem fazer o trabalho dela para ele não ser despedida! 

Este episódio poderia trazer-me à ideia muitas recordações, mas trouxe apenas uma. Eu trabalhava com uma colega duas ou três horas por semana, mas quando entrava algum aluno (que tinha sido posto na rua por se portar mal) ela apontava para mim e dizia que era eu quem tratava do assunto. Um dia perguntei-lhe, por bem, por que razão empurrava para mim todo o trabalho, para ficar de braços cruzados a olhar para a parede, pois não lia livros, jornais nem vê-los e também não tinha internet, que ainda era rara. Respondeu:

- Porque tu gostas de trabalhar e até te aborreces se não tiveres nada para fazer, ao passo que eu prefiro mil vezes não fazer nada.

Na verdade, eu adoro não fazer nada se não tiver nada para fazer, mas como o trabalho era pouco, fácil e importante, não protestei dessa vez. 

Esta mulher protagonizou, como podem calcular, inúmeros casos de balda total, mas, se eu não tivesse mudado de local de trabalho (em parte por isso), no ano seguinte, teria sido avaliada por ela.

Portanto, a rapariga da Letónia, ainda muito ingénua, deveria dizer: 

- Tu é que sofrer para ele não ser despedida, tu é que fazer o trabalho dela, mas tu é que vai ser avaliada por ele.